Ex-Seleção, Gilberto defende Pedro na Copa do Mundo e analisa situação da base do Flamengo
Em entrevista ao Lance!, ex-coordenador do sub-20 divergiu do atual planejamento do clube

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O ex-lateral Gilberto defendeu a convocação de Pedro para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo e comparou o atacante do Flamengo a Romário, ao destacar a capacidade de definição do camisa 9. Em entrevista ao Lance!, o ex-coordenador das categorias de base do clube também comentou as mudanças internas após a troca de gestão e avaliou o impacto no aproveitamento de jogadores formados no clube.
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— O Pedro para mim é o melhor centroavante do país na atualidade. O Pedro sempre foi um jogador diferente, mesmo quando ainda atuava no Fluminense. Então, hoje, vestindo a camisa do Flamengo, é um jogador que você não pode desprezar, porque é um jogador que tem poucas oportunidades às vezes num jogo e consegue fazer os gols dentro da área. Se coloca super bem, é um jogador definidor — iniciou o ex-jogador.
— Obviamente que, mal comparando, eu vejo muito o Pedro na figura do Romário. Porque o Romário, muitas das vezes, pegava pouco na bola, mas as vezes que pegava na bola conseguia finalizar e fazer gol. Às vezes pegava duas vezes na bola e fazia dois gols. E o Pedro para mim é isso. Eu acho que é um jogador diferente. É óbvio que o Léo Pereira, Danilo, por exemplo, que o Ancelotti já disse que já está convocado, o Alex Sandro tem a possibilidade também de ir. Mas eu acho que o Pedro é um atleta que corre por fora e, na minha opinião, deveria vestir a camisa da Seleção Brasileira numa Copa do Mundo — completou.

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Gilberto foi contratado ainda na gestão de Rodolfo Landim, em 2021, como coordenador do programa de desenvolvimento individual (PDI). Um ano depois, passou a ser coordenador da equipe sub-20, função a qual exerceu por três temporadas. O ex-lateral comentou a saída do clube após a mudança de gestão e discordou de alterações no processo interno do clube.
— Com a mudança de gestão, com a entrada do Bap, foram muitos funcionários demitidos. Eu também saí, e automaticamente houve uma mudança de gestão, e o processo no clube mudou. Então com a chegada do Boto e a chegada do Filipe também indo para o profissional, essas pessoas acabaram mudando o processo que ali existia. Já foi externado que hoje o Flamengo trabalha para que se forme mais atletas ao invés de vencer títulos. Na minha opinião, acho que isso pode caminhar junto: você ter a formação e ao mesmo tempo vencer as competições. Mas aí é uma questão de gestão, uma questão de olhar… O Noval também acabou saindo, e existe um olhar diferente para esse processo desses atletas e esperar ver o que que o Flamengo vai ter para daqui a, sei lá, dois, três, quatro ou cinco anos — declarou.
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Ao analisar o cenário do elenco do Flamengo, o ex-coordenador da base indicou maior dificuldade para a utilização de jogadores da base no time principal.
— O Flamengo sempre teve esse processo, né? Aquela história do "craque o Flamengo faz em casa". E o Flamengo sempre trabalhou muito com esse processo de formar jogadores e colocar esses jogadores junto ao profissional. O Flamengo também em alguns momentos teve times bons, ora não tão bons assim, e acabava que esses atletas eram bem aproveitados até. Faz uns cinco, seis, sete anos que o Flamengo vem de um processo de uma modernização, de um processo bem interessante no profissional. Os ganhos que o Flamengo vem tendo financeiramente e tecnicamente… O Flamengo vem vencendo, então isso obviamente dificulta mais a subida desses atletas. Você citou bem o Wesley e o Evertton Araújo, que foram jogadores que ainda participaram um pouco do processo da "Era Landim" e que conseguiram permanecer nessa virada na gestão Bap — disse Gilberto.
O ex-lateral relembrou declaração do presidente Luiz Eduardo Baptista, que vê a formação de jogadores da base como oportunidade de gerar renda.
— Acho muito difícil para que esses atletas sejam aproveitados. O Wallace Yan ainda tem conseguido entrar em alguns jogos, mas acho que é o único hoje atleta da base que está tendo essa possibilidade. E eu acho que cada vez mais essas oportunidades vão ser menores na equipe do Flamengo, porque o Flamengo hoje tem poder de compra. Então o Flamengo pode ir ao mercado e de repente contratar um dos melhores laterais direitos do mundo, um dos melhores meios de campo do mundo, um dos melhores atacantes do mundo… Então para a base eu acho que fica mais difícil. E isso também foi fala do próprio presidente, que hoje talvez na base esse processo é formar esses atletas para ter moeda de troca, para tentar vendê-los e conseguir um dinheiro talvez para o clube. Então, cada vez mais, as oportunidades para os atletas da base vão ficar difíceis — finalizou.

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