O presidente Wagner Pires de Sá esteve no treino desta terça-feira na Toca da Raposa

O mandatário da Raposa afirma que está ficando pobre no comando do clube= (Vinnicius Silva/Cruzeiro)

Valinor Conteúdo
01/10/2019
13:30
Belo Horizonte

Em um evento no sábado(28), durante a 2ª Feijoada do Cruzeiro, que aconteceu na sede do Barro Preto, no Parque Esportivo, o presidente da Raposa, Wagner Pires de Sá, disse que o clube está como o ”bagaço da laranja, fazendo referência à um samba de Zeca Pagodinho e Jovelina Pérola Negra.

Um vídeo, em circulação na internet, mostra Pires de Sá afirmando que alguns antecessores dele ficaram ricos como presidente do Cruzeiro e que ele, que era rico, está ficando pobre como mandatário do time celeste. Wagner ainda disse que assumiu o clube sem recursos.

Wagner Pires de Sá se dirigiu ao palco durante a feijoada e pediu o microfone ao cantor da banda que tocava o samba clássico e disse:

-Essa música, essa música é efetivamente essa situação do Cruzeiro. Eu fiquei com a mamucha (bagaço) da laranja. Sobrou pra mim.

Jogando a bola para o presidente, o cantor da banda perguntou para o dirigente: “Bagaço da laranja sobrou procê, presidente?”.

Wagner Pires abriu a “metralhadora de ataques”, direcionados aos seus antecessores, que na sua interpretação, ficaram ricos no cargo de presidente, sendo que com ele estaria acontecendo o contrário. Ficando pobre.

-Só eu. A maioria dos que vieram aqui vieram para ficar ricos. Eu já era rico, tô ficando pobre. A maioria deixou a mamucha (bagaço) da laranja. Sobrou pra mim- declarou.


A diretoria capitaneada por Wagner Pires de Sá está sofrendo acusações de crimes financeiras e até de falsidade ideológica, gerando a maior crise institucional do clube, o que reflete diretamente dentro do campo. A Raposa está na zona do rebaixamento com 19 pontos e não vence uma partida desde do dia 1º de setembro, quando bateu o Vasco por 1 a 0, no Mineirão.