Bandeira do Cruzeiro

O caminho para o saneamento financeiro do Cruzeiro ainda é longo, pois ainda possui muitas pendências pela frente-(Foto: Divulgação Cruzeiro)

Valinor Conteúdo
05/05/2022
15:57
Belo Horizonte

O Cruzeiro  ainda contabiliza seus fébitos na FIFA por conta de negócios pouco vantajoos para o clube, o que agravou a crise financeira da Raposa. O clube azul apresentou um balanço das suas dívidas com base na movimentação financeira de 2021. Até o momento, foram mais de  R$ 30 milhões em pagamentos a credores.


O montante foi pago em questões na FIFA e na Câmara Nacional de Resoluções e Disputas (CNRD). 


Os débitos foram pagos ao Al Wahda, dos Emirados Árabes, pelo volante Denilson e com o técnico português Paulo Bento e seus auxiliares que totalizam R$ 7,7 milhões. Os outros valores, de 2022, foram dívidas pagas por Ronaldo Fenômeno.


O Cruzeiro teve de direcionar boa parte dos recursos que entravam no clube para quitar esses débitos, pois eles poderiam gerar outras punições, como o Trasfer Ban, que impedia a Raposa de registrar novos jogadores. 

Foram dois Transfer Ban´s. Referentes ao atacantes Riascos e Rafael Sobis, além do meia Arrascaeta, que custou  R$ 23 milhões aos cofres do time celeste. Essas dívidas são heranças das gestões  Wagner Pires de Sá e Sérgio Rodrigues.

Outras contas pagas pelo Cruzeiro foram pelas negociações do zagueiro Kunty Caicedo, quitada por Ronaldo em abril  e a outra,  referente ao atacante Careca. Nos dois casos, houve acordos feitos pela gestão Sérgio Santos Rodrigues, que não cumpriu as tratativas. 


O Cruzeiro pagou somente em débitos na FIFA em R$ 65,7 milhões contra R$ 69,14 do final de 2020. E, ainda tem mais dívidas pela frente. O clube mineiro vai receber  no meio do ano uma ordem de pagamento referente a  dívida com o Pyramids, do Egito, pela compra do meia Rodriguinho, em 2019.