Abel saiu em defesa de Sassá, expulso no segundo tempo do duelo com o Furacão

Abel saiu em defesa de Sassá, expulso no segundo tempo do duelo com o Furacão-(Geraldo Bubniak / Light Press / Cruzeiro)

Valinor Conteúdo
07/11/2019
07:05
Belo Horizonte

O resultado de empate, diante do Athletico-PR, na noite desta quarta-feira, em partida realizada em Curitiba, no Paraná, mostrou a entrega e ambição do time celeste na busca pelo resultado na casa do adversário. Para o técnico Abel Braga, a equipe foi muito guerreira e esteve presente nas grandes oportunidades que o time criou, principalmente no lance que o centroavante Sassá fez o gol onde acabou expulso por ajeitar a bola com o braço, que segundo a arbitragem o fez tomar o segundo cartão amarelo da partida, que ocasionou em sua expulsão.

-Não acho que faltou maturidade (ao Sassá). De onde eu estava, eu não vi, mas a única coisa que achei estranho foi que, na hora ele teria que dar o gol, depois ele ia escutar o VAR, ver o VAR, não importa. Mas ele ficou parado e não apitou nada. Não estou fazendo nenhuma crítica. Semana passada, eu falei: estava realmente decepcionado com os critérios. Toda vez que usa o VAR, sempre se erra contra, nunca a favor. Mas, hoje, dizem que não ele errou. Agora, quando vai colocar o peito na bola, não tem como eliminar o braço. Se invalidou foi correto, porque pegou no braço do atacante, mas não precisava do amarelo, porque ele não tentou enganar. Só que eu prefiro não comentar. Até elogiei para o quarto árbitro. Falei que, há muito, não via 45 minutos sem nem um erro. Num todo, ele foi muito bem-disse.

Abel também falou do empenho do time em campo, que mesmo com um a menos e desfalques importantes, o comportamento dos jogadores foi de muita garra.

-Se for olhar, até pouco tempo jogava o Dedé, (em Curitiba) estava o Orejuela fora, o Thiago Fora, o Fred Fora. Os jogadores foram de uma entrega excepcional contra uma equipe que é muito difícil aqui dentro. Apesar que eles não tiveram grandes oportunidades. Tiveram a bola, mas não podia ser diferente. Aqui eles quase sempre têm mais a bola, mas no 11 contra 11, no momento em que a recuperávamos, o gol podia sair, pelo excelente jogo que estava fazendo o Sassá, Robinho distribuiu muito bem, o Éderson com saída, o Henrique com saída-explicou.

Para o próximo compromisso, o clássico contra o Galo, domingo, dia 10, Abel não quis criar situação diante do ocorrido. Segundo o treinador, os ocorridos foram fundamentais para viver depor, então o melhor é dar o seu depoimento antes do duelo com o maior rival.

-Eu não gosto de encher a cabeça dos jogadores sobre clássico. O que eu vou passar é tranquilidade e seriedade. O que representa muito são os três pontos. Isso representa muito. Estamos correndo atrás. Não sabemos se vai ser jogando bem ou jogando mal, se vai ser com o VAR prejudicando, porque não está ajudando nunca. Não vou ficar sem dormir, porque o respeito é mútuo. Não vou abrir a boca para falar sobre clássico, até a hora do jogo- finalizou Abel.