Coletiva - Duílio Monteiro Alves

Duílio abriu o jogo em entrevista coletiva no Corinthians (Foto: Marco Galvão/Fotoarena/Lancepress!)

Guilherme Amaro
21/02/2018
13:08
São Paulo (SP)

O diretor de futebol do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, deu nesta quarta-feira sua primeira entrevista coletiva desde que assumiu o cargo, com a eleição de Andrés Sanchez como presidente. Na sala de imprensa do CT Joaquim Grava, o dirigente disse que está difícil contratar um camisa 9, admitiu a necessidade de mais um lateral-esquerdo, revelou esforços para renovar com Balbuena e confirmou a compra de 90% dos direitos econômicos de Matheus.

Na primeira resposta, Duílio detalhou as buscas por atacante e lateral-esquerdo. Ele falou diversa vezes em ter "responsabilidade" e "pés no chão" para contratar.

- A gente tem trabalhado muito forte nesses 15 dias atrás de um camisa 9, sabemos que é uma necessidade, e também para a lateral. Temos claro que o Juninho é um garoto, jogar no Corinthians não é fácil, é preciso paciência. O Fábio tenta encaixar as peças, muda a forma de jogar para termos alternativas na Libertadores e em jogos grandes. Trabalhamos para reforçar, mas com os pés no chão. Temos de ter responsabilidade. Trazer alguém que vai resolver. Existem apostas, jogadores novos que podem dar retorno. E tem posições que sabemos a necessidade, mas é preciso calma - afirmou Duílio, antes de falar especificamente sobre a busca por um camisa 9.

- Está difícil. A gente tem trabalhado muito desde o ano passado, com Alessandro e Roberto. Tem pouco no mercado, não só no Brasil. Os que tem os valores são altos. Jogamos na América do Sul pagando salário de Europa. Temos que ter cuidado. Vamos trazer o jogador que resolva. As apostas já estão aqui. Para trazer alguém, é um que chegue e acrescente muito em qualidade, que a gente não tenha dúvida que vai chegar para resolver. Queremos diminuir a margem de erro - afirmou o dirigente.

Em relação a Balbuena, o diretor disse que o Corinthians está se esforçando para renovar o contrato que é válido apenas até o fim desta temporada. Houve uma reunião entre as partes, mas o impasse ainda continua.

- O contrato do Balbuena termina no fim do ano. Desde que chegamos já procuramos os empresários e o jogador. Isso já vinha sendo trabalhado pelo Roberto (de Andrade, antigo presidente) desde setembro, mas não chegou a um acordo. É um excelente jogador, está nos nossos planos, mas temos que manter os pés no chão. Alguns veículos noticiaram que foram pedidos 4 milhões de euros para renovar, e isso não é verdade. Não divulgamos valores. Estamos fazendo esforços para que ele fique, mas temos que ter responsabilidade, sem dar um passo maior que a perna - declarou Duílio.

O diretor ainda falou sobre a situação do técnico Fábio Carille, do jovem Matheus (anunciado nesta quarta) e dos jogadores que possivelmente serão emprestados. Veja abaixo:

Como fica a situação do Carille se não conseguir os resultados?
Isso a gente sabe como é o Corinthians. Ano passado, não estava aqui, mas como torcedor acompanhava o Corinthians liderando o campeonato inteiro. No segundo turno, com sete pontos à frente, o Carille era contestado. O Corinthians é assim. Mas nossa cabeça é continuidade, trabalhar os três anos com ele, o presidente pensa assim também. Foi assim com o Tite (em 2011). Ele tem total liberdade para trabalhar, independentemente dos resultados. Nossa ideia é que ele fique.

O prazo de inscrição para a Libertadores (dia 25) pressiona na busca por reforços?
Confiamos no nosso elenco, sabemos que é possível melhorar, é uma busca constante. Não vai ser o prazo da Libertadores que vai fazer a gente tomar uma decisão antecipada e também por conta dos valores. O Carille está procurando alternativas para jogar. Não é pelo prazo que vamos fazer qualquer tipo de contratação, sem uma análise bem feita, e também pelos valores de hoje no futebol.

Como vê a chegada do Matheus? Qual a porcentagem adquirida?
O Matheus entra na mesma situação do Juninho Capixaba, que já jogou Série A ano passado, é mais rodado. Matheus é uma aposta, estamos preparando o time para três ou quatro anos, com jogadores com potencial muito grande e sem muito custo. Temos que ter muito cuidado, é um menino, entrou no futebol nem há um ano profissionalmente. Chegar ao Corinthians não é fácil. Existe carência de centroavante, mas não podemos jogar esse peso em cima dele. Ele tem um caminho a ser percorrido. Pode ser que tenha surpresa, mas a ideia é ir devagar, pela idade e por ser recente no futebol. Sobre porcentagem: o Corinthians adquiriu 90% e o ABC ficou com 10%.