Ralf projeta data para reestrear e sonha em encerrar carreira no Timão
Apresentado nesta terça-feira, volante diz que espera estar à disposição do técnico Fábio Carille na semana que vem, quando o Timão estreia na Libertadores e enfrenta o Santos

Aos 33 anos, Ralf foi apresentado nesta terça-feira pelo Corinthians. Multicampeão em sua primeira passagem pelo clube, o volante espera ficar pronto para reestrear na próxima semana e diz que sonha em encerrar a carreira no Timão.
Questionado se estaria pronto na semana que vem, Ralf explicou que já treina com bola e deve ficar à disposição do técnico Fábio Carille. O Corinthians fará sua estreia na Libertadores, na quarta-feira (dia 28), contra o Millonarios (COL), e depois tem o clássico diante do Santos, domingo (dia 4 de março).
- Creio que sim. Ontem já fiz trabalho com bola, vou treinar dois períodos hoje. Quando treina com bola, fica mais fácil Quero voltar o quanto antes, mas sem atropelar as coisas - disse Ralf, que não atua desde novembro, quando ainda defendia o Beijing Guoan (CHN).
- Claro que sente a parte física, estava fazendo academia, mas não é a mesma coisa que treinar em campo com o grupo. Aos poucos, vou recondicionando. Lá (na China) era difícil, não tinha jogo no meio de semana, os treinos eram mais leves. Não vejo a hora de poder ajudar meus companheiros - acrescentou o volante, que ainda não escolheu o número da camisa.
Em sua primeira passagem pelo Timão, do fim de 2009 até 2015, Ralf somou 352 jogos e oito gols, além dos títulos Brasileiro (2011 e 2015), Paulista (2013), Libertadores (2012), Mundial (2012) e Recopa Sul-Americana (2013). Agora, o volante assinou contrato por dois anos e diz que sonha em encerrar a carreira no Corinthians.
- É difícil falar do futuro, estou pensando no hoje, no amanhã eu deixo para depois. Se tiver que sair, não vejo problema, mas tenho dois anos de contrato. Se for possível, claro que é um sonho encerrar a carreira aqui no Corinthians - afirmou o volante.
Durante a apresentação, Ralf também falou que volta mais experiente, admitiu que foi para a China por causa do lado financeiro e contou que ficou "sem assunto" no almoço com Carille. Veja abaixo:
Como é a sensação de voltar ao Corinthians?
Estou feliz de estar aqui novamente, a casa que me abriu as portas. Estou treinando há uma semana, estou dando meu máximo. Foram dois anos importantes na minha vida, só me acrescentou, foi uma experiência muito boa. Volto em um momento muito bom. Espero estar em breve preparado para dar conta do recado e ajudar meus companheiros.
Acha que o elenco é forte para brigar pela Libertadores?
O Corinthians sempre foi assim, correndo por fora e dando conta do recado. Quando eu estava fora, falavam que era a quarta força, mas deu conta do recado e foi campeão. Sabemos da nossa responsabilidade, ainda está no início. Claro que Libertadores tem essa ansiedade, essa catimba, mas o pessoal da comissão vai trabalhar nosso psicológico.
Como foi a experiência na China? Mudou muita coisa?
São dois anos, não dois dias ou duas semanas. Muda muito. Lá eu tive que me esforçar mais na parte física. Não tinha tanta intensidade. Sempre gostei de trabalhar, e tinha dia que eu treinava em dois períodos. Isso me ajudou muito. Nesses dois anos eu ganhei experiência, fiquei mais cascudo. Lá eu estava sozinho. Espero que volte em bom momento, da mesma forma que eu saí ou melhor.
Por que decidiu não ficar no Corinthians e ir para lá após o título brasileiro de 2015?
Não sou hipócrita. Foi o lado financeiro que falou mais alto, que pesou. Eu já estava seis anos aqui, vi uma oportunidade. Não só eu que saí daqui. A oportunidade que tinha não podia desperdiçar.
O que te fez voltar?
As conquistas, a grandeza, foi o clube que me abriu as portas. A torcida que tem, o elenco... Todo mundo sonha em jogar no Corinthians. Vejo como um retorno, mas vou começar do zero. A história ninguém apaga, mas tenho que escrever um novo capítulo. Estou aqui para escrever uma nova história.
Como foi o reencontro com o Carille, que era auxiliar na sua primeira passagem?
Conheço o Carille desde o Barueri em 2008. Ele foi fundamental para eu vir para o Corinthians. Sentamos para almoçar essa semana e não tinha nem assunto (risos). Eu saí com ele auxiliar, agora ele ganhou o Paulista e Brasileiro. Não chegou a esses títulos à toa, ele deu conta do recado. Tenho muito respeito por ele.
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