Clubes brasileiros investem 'pouco e mal' nas categorias de base, aponta estudo
Gasta-se pouco e mal. Essa é a conclusão do banco Itaú BBA em relação aos investimentos dos clubes brasileiros de futebol para as categorias de base. No levantamento publicado recentemente, os principais times do país destinaram um total de R$ 457 milhões para a formação de novos atletas entre os anos de 2010 e 2014 com destaque para a temporada de 2013, quando foram investidos R$ 123 milhões na área pelos clubes.
Em seu relatório sobre a área, a instituição financeira aponta que há poucos clubes "que realmente levam a sério este assunto" no futebol brasileiro. E complementa que 40% de todo o investimento nos últimos cinco anos foi realizado por apenas quatro clubes: São Paulo, Corinthians, Santos e Cruzeiro.
No ano passado, o time de Parque São Jorge foi o líder em investimentos, com R$ 27 milhões, seguido do São Paulo, que destinou R$ 26 milhões para a formação de jogadores. Nos últimos cinco anos, entretanto, o clube do Morumbi lidera correspondendo a 25% dos R$ 457 milhões investido nas categorias de base pelos clubes (cerca de
E mesmo entre os times que mais investem nas categorias de base, a avaliação do banco é que pouco se revelou no período e cita que o meia Oscar (Chelsea) e os atacantes Lucas (PSG e Neymar (Barcelona) foram exceções em relação a jogadores com nível técnico acima da média formados pelos clubes que lideram em investimento na base.

Outras prioridades
Por meio de levantamento do Itaú BBA também é possível verificar que a formação de atletas está longe de ser prioridade dentro dos investimentos dos clubes. Na comparação com outras áreas, a participação da categoria de base é a menor em relação a investimentos em estrutura e, principalmente, em elenco.
Em 2014, por exemplo, os clubes investiram R$ 99 milhões para formar atletas, quantia que representou 15,9% do total de R$ 621 milhões destinados para essas três áreas. Investimento em estrutura representou 38,2% (R$ 237 milhões), enquanto que a contratação de jogadores para o elenco ficou com a maior participação, de 45,9% (R$ 285 milhões).
Nem a queda da fatia destinada para a contratação de atletas fez aumentar a importância das categorias de base no total investido, já que o percentual se manteve na casa dos 15% nos últimos cinco anos.

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