icons.title signature.placeholder Rafael Valesi
11/02/2015
12:46

Presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons classificou como “uma perda” para o Brasil a mudança no programa esportivo para a Paralimpíada de Tóquio-2020.

No dia 31 de janeiro, o Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês) anunciou a  saída da vela e do futebol de 7 dos Jogos a serem realizados no Japão – taekwondo e badminton entraram no lugar delas. Na votação feita dentro do IPC, Parsons, que também é vice-presidente da entidade, diz ter sido contra as modificações.

–  É sempre uma perda. Não entro em detalhe dos votos, mas enfim...  Fui contra a saída das duas modalidades (futebol de 7 e vela)  – disse Parsons nesta terça-feira em São Paulo, durante o evento que celebrou a parceria entre a empresa Ernst & Young e a Paralimpíada Rio-2016.

O mandatário do paralimpismo nacional mostrou-se preocupado com o futuro dos atletas desses dois esportes. Parsons disse que teme até mesmo a debandada de competidores após a Rio-2016, em que a vela e o futebol de 7 serão disputados.

– Temos uma tradição no futebol de 7, com uma prata e um bronze em Jogos Paralímpicos. Estamos em uma fase de renovação, mas o que aconteceu pode fazer com que a gente perca atletas depois de 2016. A nova geração pode perder  a motivação – falou o dirigente.

O presidente do CPB disse também que neste mês fará reuniões com as confederações de badminton (CBBd) e taekwondo (CBTKD) para iniciar o planejamento para 2020.

– O CPB não conhece a fundo o nível dos atletas dessas duas modalidades, se é um nível internacional ou  de iniciação. Vamos começar a ver tudo isso com eles – disse.