icons.title signature.placeholder David Nascimento
11/02/2015
14:57

A reunião do Conselho de Administração do Flamengo, na segunda-feira, foi realizada em clima quente. Na pauta, a votação sobre a punição ao conselheiro Paulo César Ferreira por fazer, publicamente, comentários contra à gestão. O cenário caminhava para absolvição, mas uma manobra política – não ilegal –, feita pelo presidente Eduardo Bandeira de Mello, fez o parecer ser derrubado e a suspensão por 360 dias, mantida.

Pelo estatuto do Flamengo, membros do Conselho Diretor que pertencem também ao Conselho de Administração não podem participar desse tipo de votação. Por conta disso, Eduardo Bandeira de Mello acabou exonerando três vice-presidentes (Rodolfo Landim, de planejamento; Cláudio Pracownik, de administração; e Walter D’Agostino, geral e de patrimônio histórico) para garantir maioria. Os três votaram pela queda do parecer e pela suspensão do conselheiro. Duas horas depois da reunião, entretanto, eles acabaram renomeados aos seus respectivos cargos.

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Ao LANCE!Net, o Flamengo confirmou o episódio e garantiu: “Esta é uma ação que está prevista no estatuto do Flamengo e é comum nas administrações. É uma maneira de permitir que alguns vice-presidentes participem de votações que sejam relevantes. Vale lembrar que isto já aconteceu várias vezes no Clube, inclusive quando da votação para a impugnação da candidatura de Wallim Vasconcellos à presidência do Flamengo, no final de 2012".