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13/11/2014
17:22

Em entrevista ao LANCE!Net, o candidato à presidência do Santos Modesto Roma falou a respeito de suas pretensões caso ganhe o pleito no dia 6 de dezembro e, entre outras coisas, propôs a criação de um parque temático do clube e um festival. Ele também quer instituir o cargo de CEO na diretoria do Peixe. As ideias geraram críticas de seus oponentes.

Para Nabil Khaznadar, candidato da chapa Avança Santos, um parque temático não está entre as prioridades do Alvinegro para o ano que vem.

- A Sanfest é apresentado por todos os candidatos, é interessante até. Não é uma coisa dele (Modesto), eu já vi antes. O parque temático é piada, não levarei a sério. Tem que levar público ao estádio, resolver isso antes, a lição de casa - declarou

Fernando Silva, da Mar Branco, partilha da opinião de Nabil:

- Entre tantos problemas, ele tem tempo para promover uma Sanfest... Esse parque deve ser brincadeira. Depois de resolver o problema de dívida, CT, sócio-torcedor, aí dá para pensar nisso.

O candidato da Santos Vivo, José Carlos Peres, aprova a ideia de aproximar clube e torcida, mas também tem críticas ao parque temático.

- A aproximação com a torcida e sócios deverá ser através de hospitalidade, segurança e conforto no estádio. Ações como essa podem acontecer, mas depois, tem que levar o sócio para o estádio. Numa segunda etapa, pode até ser bem vinda essa festa. Tem que pensar em transporte e em acesso - acrescentou.

Em relação ao cargo de CEO, nenhum dos oponentes de Modesto Roma aprova a criação do cargo. Segundo Roma, Dagoberto Santos, que trabalhou no Peixe na gestão de Marcelo Teixeira e também no Atlético-PR, seria o escolhido para a função.

- Se trabalhou em gestão passada, é voltar ao passado, o Marcelo Teixeira deixou o clube quebrado. Com relação a CEO, deveria ser ele mesmo, ou quem assumir, quem comanda. Ele não tem que colocar CEO, ele que tem que tocar. Comitê tem que ter capacitação e responder ao presidente - afirma Nabil.

Assim como ele, Peres também não aprova a ideia de novo cargo.

- A partir do momento que se contrata o CEO, para que serviria o Comitê de Gestão? Se o CEO toca o clube... De acordo com o estatuto, tem que haver um Comitê Gestor, se um cara tem poderes a esse nível, é melhor acabar o Comitê, nem forma - acrescenta.

Fernando Silva, no entanto, elogiou o currículo do profissional.

- Está fora do mercado há algum tempo, vai depender do custo-benefício. O que se especula é que viria a um custo fora do mercado, mas ele já militou, tem experiência. Respeito a escolha - finalizou.

O candidato Orlando Rollo foi procurado pelo reportagem, mas não foi localizado até o momento.