icons.title signature.placeholder Leo Burlá
05/07/2014
12:36

A receita de Rita Santos para convencer a Fifa de qua as baianas do acarajé deveriam vender o quitute dentro da Fonte Nova durante a Copa foi, sobretudo, feita com uma boa dose de paciência e pitadas generosas de poder de convencimento.

Após mobilizar todas as esferas de governo e ter em mãos uma petição online com mais de 17 mil assinaturas, Rita, que é mãe do goleiro Felipe, do Flamengo, enfim, dobrou a Fifa. A entidade não resistiu ao jeitinho brasileiro e autorizou que seis baianas se instalassem na Fonte Nova, dentro da área destinada aos parceiros comerciais da entidade.

Consideradas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) um bem cultural do Brasil, as baianas vendem em média 800 acarajés em dias de jogo na capital baiana.

Para Rita, no entanto, o ganho maior não é o que a calculadora registra:

- O que importa é que nossa cultura venceu. Nada é mais importante do que o fato de que a Fifa reviu suas posições em relação aos nossos hábitos e tradições.

Rita, que mantém uma barraca bem em frente ao monumento da Cruz Caída, no Centro Histórico de Salvador, tem certeza de que a luta das baianas abriu espaço para que o feijão tropeiro fosse vendido no Mineirão, e a tapioca ganhasse espaço na Arena Pernambuco.

A Copa em Salvador termina neste sábado, mas as baianas seguirão presentes no cotidiano e em cada esquina da capital da Bahia.

O temperamento de Felipe

Rita fala com orgulho do camisa 1 rubro-negro e ressalta que o goleiro tem o temperamento forte. Em defesa do filho, no entanto, ela diz que a postura do goleiro é fruto de ensinamentos que vêm de casa.

- Ele tem o temperamento forte mesmo, mas eu sempre pedi a ele que nunca abaixasse a cabeça para ninguém na vida - ponderou Rita.