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01/06/2014
21:44

Habilidoso, bom de bola e irreverente. Anderson Jacob, de 19 anos, gosta de dar show. No segundo dia de Batalha das Quadras, no sábado, o garoto levantou a galera na roda da Batalha dos Dribles, distribuindo lençóis e canetas em seus adversários. Quem assistia se empolgava e torcia para ver mais um belo drible do rapaz.

Integrante do Baixada F.C, melhor time da primeira bateria deste domingo, o jogador fez o que parecia ser impossível: o gol mais rápido da Batalha das Quadras. Com apenas dois segundos de jogo, Anderson arriscou tudo e bateu o recorde anterior, que era de 3 segundos. Na saída de bola, o garoto levantou a bola, jogou por cima de todo mundo e estufou a rede, surpreendendo todo mundo.

– Eu arrisco mesmo. Todo mundo está aqui pra arriscar. Quem não arrisca não surpreende, e eu gosto de surpreender – disse Anderson.

Jogando com uma câmera presa na camisa, Anderson filmou todos os seus movimentos nas partidas. Com o seu talento exposto e os shows proporcionados, seja nos jogos ou nas batalhas de dribles, a qualquer momento pode sair algum lance genial.

– O pessoal da Nike pediu para eu prender a câmera e ficar com ela até o fim dos jogos. Eles querem registar os meus dribles e as minhas jogadas por um outro ângulo – comentou ele.

Normalmente, todo garoto dessa idade começa a jogar bola desde pequeno. Mas com Anderson foi diferente. O rapaz só foi se tornar parceiro da bola aos 11 anos.

– Eu só pensava em estudar nessa época. Passei para a Escola Naval e não me preocupava muito com futebol. Na época eu acabei fazendo um teste para o Fluminense, lá em Xerém, mesmo sem nunca ter jogado. Fui o único a passar e fiquei lá por seis meses. De lá eu fui para a Ponte Preta, em Campinas, mas acabei tendo problemas e não quis ficar. Voltei para o Rio e fiquei um ano sem jogar bola. Mas aí com o incentivo dos meus amigos eu acabei voltando e agora tive a oportunidade de me destacar e ter o direito de fazer parte da Seleção Nike Aterro – disse Anderson.

O talendo e a habilidade é o que mais chamam a atenção em Anderson. Com domínios de bola e dribles difíceis, seu freestyle se destaca entre os outros. Para ele, a graça do futebol é jogar como uma das músicas do cantor Thiaguinho, com "Ousadia e Alegria".

–É no estilo ousadia e alegria, futebol alegre, futebol arte. É assim que tem que ser, senão o futebol fica sem graça. Tem que ter drible, jogadas individuais. Tem que ter show – opinou Anderson.

Para aprimorar suas técnicas, o garoto revelou que treina bastante e que procura na internet dribles novos.

– Aqui na Quadra do Bedran, todo mundo que driblar, dar caneta. A gente gosta de aprender coisa nova pra surpreender os outros. Eu fico procurando dribles na internet com a bola nos pés, tento tudo o que eu vejo. Tem que criar coisas engraçadas, porque é disso que o pessoal gosta – finalizou Anderson.