icons.title signature.placeholder IGOR SIQUEIRA E RODRIGO CERQUEIRA
03/07/2014
15:11

O técnico da França, Didier Deschamps, mais uma vez foi questionado sobre como conseguiu mudar a cara de uma seleção que há pouco tempo era sinônimo de confusão e desentendimento entre jogadores e comissão técnica, para um time vencedor e já com pinta de um dos favoritos ao título da Copa do Mundo do Brasil.

Perto de completar dois anos no comando da França, Didier Deschamps deixa claro que a classificação da equipe para a Copa do Mundo foi o divisor de águas para a nova versão dos Bleus, concentrada no que deve fazer em campo e sem polêmicas foras dele.

- O dia 19 de novembro foi a chave. Ou nos classificávamos, ou ficávamos em casa. Depois, aconteceram coisas importantes, que nos permitiram chegar aqui. A partir da classificação as coisas vem acontecendo - afirmou o treinador em entrevista coletiva nesta quinta-feira no Maracanã, palco do jogo contra a Alemanha, nesta sexta-feira, contra a Alemanha pelas quartas de final da Copa do Mundo.



Didier Deschamps assumiu a seleção francesa após a Eurocopa de 2012, quando a equipe foi eliminada pela Espanha nas quartas de final - Laurent Blanc era o treinador. Os Bleus vinham de um desastre completo na Copa do Mundo de 2010, com eliminação da primeira fase e brigas internas no elenco comandado por Raymond Domenech.  

Agora, com uma campanha sólida na Copa do Mundo, com três vitórias e um empate, a França recebe elogios até do adversário desta sexta-feira. Um membro da comissão técnica alemã deixou claro que os Bleus são favoritos para o jogo no Maracança. Cauteloso, Deschamps tenta tirar da sua equipe o peso do favoritismo:

- Que gentil da parte deles. Desde o início da Copa do Mundo, se pudéssemos apontar um favorito, a Alemanha estaria entre eles. A Alemanha está acostumada com esse nível de torneio, vem avançando muito em Copas do Mundo.

França treina no palco do duelo contra a Alemanha (Foto: Paulo Sergio/LANCE!Press)

Deschamps comandou nesta quinta-feira o último treino da França no Maracanã antes do duelo contra Alemanha. A atividade foi aberta para a imprensa durante 15 minutos apenas. O  comandante, porém, descartou qualquer mudança tática para buscar uma vaga nas semifinais da Copa do Mundo.