icons.title signature.placeholder Fábio Aleixo
04/04/2014
06:00

Aos 21 anos, o gaúcho Guilherme Clezar (170º do mundo) terá neste fim de semana uma das maiores provas de fogo de sua curta carreira. Ele substituirá o experiente Thomaz Bellucci (104º) na equipe brasileira da Copa Davis.

Na cidade de Guaiaquil, o jovem será titular no duelo com o Equador, que dará ao vencedor o direito de disputar, em setembro, os playoffs do Grupo Mundial de 2015. Ao perdedor, caberá jogar a permanência no Zonal Americano I também no mês de setembro.

Hoje, às 15h (de Brasília), Clezar fará a estreia contra Emilio Gómez (252º). No domingo, encara Julio-César Campozano (495º).

O confronto disputado no saibro será aberto às 12h, com o encontro entre Rogério Dutra Silva, o Rogerinho (157º), contra Campozano.

– Com certeza serão as duas partidas mais importantes da minha carreira. Mais do que nunca, tratarei de dar o meu máximo em quadra – disse Clezar ao LANCE!.

Profissional desde 2009, o gaúcho terá uma experiência diferente no Equador. Pela primeira vez, disputará partidas em melhor de cinco sets (modelo adotado apenas na Copa Davis e nas chaves principais dos quatro Grand Slams). Em compensação, seus adversários já passaram por esta situação. A situação, porém, não lhe preocupa.

– Realmente será algo inédito. Mas já fiz alguns treinos para simular isso – contou o jogador.

Apesar de fazer seu debute, Clezar não é totalmente cru em Copa Davis. Em outras oportunidades, já integrou a equipe nacional como reserva. No ano passado, esteve na convocação para o duelo dos playoffs contra a Alemanha, na Europa.

– Como já fui reserva, não é um ambiente novo, que me assuste. É tudo muito tranquilo. Além disso, o Bruno (Soares) e o Marcelo (Melo) têm me dado muitos conselhos nesta semana – disse Clezar, que é treinado por João Zwetsch, o capitão brasileiro na Copa Davis.

Tido como uma das principais promessas da nova geração de tenistas brasileiros, Clezar ainda não conseguiu decolar. Até hoje, só disputou quatro partidas em torneios de nível ATP e foi derrotado em todas elas. Neste ano, caiu nas estreias do Aberto do Rio de Janeiro (ATP 500) e Aberto do Brasil (ATP 250 de São Paulo). A melhor posição que alcançou até hoje no ranking mundial foi a 156, em 18 de novembro de 2013.

Adversário é filho de lenda equatoriana

Rival de Clezar hoje em Guaiaquil, Emilio Gómez tem DNA de campeão. Seu pai, Andrés Gómez, é considerado o maior jogador equatoriano da história, tendo alcançado a quarta posição do ranking mundial em junho de 1990.

Seu maior feito também foi obtido naquele ano, quando conquistou o título de Roland Garros ao derrotar Andre Agassi, que à época tinha 19 anos, por 3 sets a 1. Ao longo da carreira, levantou outras 20 taças, a última delas em 1991.

– Ele serve como inspiração mais como pai do que como jogador. Tanto que nem vi a final inteira dele contra o Agassi, apenas algumas partes. O match point eu vi várias vezes – disse Emilio, ao L!.

Com 22 anos e ocupando somente a 252ª colocação do ranking mundial, Gómez sonha em entrar no Top 100 e seguir evoluindo, mas descarta pressão extra por causa dos feitos obtidos por seu pai.

– Quando eu era menor, eu sentia esta pressão. Hoje, sou eu mesmo que me coloco pressão. Sou muito exigente – afirmou.

Programação

Sexta-feira
12h - Julio-César Campozano (495) x Rogério Dutra Silva (157)
A seguir- Emilio Gómez (252) x Guilherme Clezar (170)

Sábado
15h30 - Giovanni Lapentti/Gonzalo Escobar x  Bruno Soares/Marcelo Melo

Domingo
12h - Emilio Gómez (252) x Rogério Dutra Silva (157)
A seguir- Julio-César Campozano (495) x Guilherme Clezar (170)