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Diego Souza quer ser lembrado pelos títulos no Sport: 'É meu sonho no futebol hoje' (Foto: Divulgação/Sport)

Ana Canhedo
14/04/2016
06:50
São Paulo (SP)

Nesta quinta-feira, às 20h, o Sport recebe o Campinense, na Ilha do Retiro, pelo primeiro jogo da semifinal da Copa do Nordeste - a volta será disputada no dia 17, no Amigão, em Campina Grande. Entre os 11 titulares do técnico Falcão estará Diego Souza, que voltou a Recife, após breve passagem pelo Fluminense, para reencontrar a felicidade e agora quer marcar seu nome na história do Leão com glórias e títulos. Ao L!, o jogador falou sobre os planos para a atual temporada e justificou o retorno. 

O gol perdido nas quartas de final da Copa Libertadores de 2012, diante do Corinthians, quando ainda atuava pelo Vasco, e a queda de rendimento do Palmeiras de 2009, que liderou boa parte do Campeonato Brasileiro daquele ano, também foram lembradas pelo jogador. Confira: 

No Brasileirão do ano passado, você não poupou críticas à arbitragem. Quais seriam suas sugestões para melhorar?
Acredito que os responsáveis pela arbitragem no Brasil deveriam se reunir constantemente, buscando a melhoria e a profissionalização dos juízes brasileiros.

Qual era o segredo do time do Sport no ano passado (terminou em sexto lugar)? Por que encaixou tão bem?
Tínhamos um grupo que jogava junto há bastante tempo e esse entrosamento se refletia diretamente nos resultados. A diretoria do Sport tem se esforçado para fazer contratações pontuais, que chegam e se encaixam muito bem no grupo. Acredito que neste ano brigaremos sempre pelas posições de cima da tabela.

Qual a expectativa para a temporada do Sport? Superar o desempenho no Brasileirão do ano passado?
O Falcão vem fazendo um trabalho muito bom, o que tem sido importante para o crescimento do time na temporada. Espero que possamos terminar o ano comemorando muitas vitórias e títulos com a nossa torcida.

O que a experiência te trouxe?
A experiência trouxe maturidade para conhecer os atalhos dentro de campo e saber entender mais rápido os adversários.

Qual sua opinião sobre organizadas invadirem os CTs dos clubes para cobrar jogadores e dirigentes?
CT é o local de trabalho de um profissional do futebol e jamais deveria ser invadido por torcedores. Nunca vi pressão de torcida com invasões justificar bom resultado dentro de campo. Atitudes como essas deveriam ser repreendidas severamente pelos clubes e pelas autoridades locais.

Por que quis retornar tão rápido ao Sport depois de acertar com o Fluminense? Conversou com Eduardo Baptista? Como foi?
Quis voltar para onde eu me sentia melhor. Estava muito feliz em Recife e, quando retornei ao Rio de Janeiro, senti muita falta daqui. Tenho meus amigos e familiares no Rio, mas aqui em Recife me sentia em casa e fiz amigos que me acolheram muito bem.

O que ainda te falta no futebol?
Hoje meu sonho é colocar o Sport no degrau mais alto das competições que disputamos. Vim aqui para entrar para a história do clube e acredito que vou cumprir com o que planejei. Espero um dia olhar para trás e ver que minha história aqui no Sport está relacionada a títulos e conquistas.

Você jogou no Oriente Médio, mas seu período por lá foi curto, já que não pagavam seu salário. Você foi enganado?
Infelizmente, no futebol dos dias de hoje ainda existem clubes que não cumprem com o que prometem. Fiquei cerca de seis meses no futebol árabe e não recebi um centavo do que haviam me prometido. Depois de sentar muitas vezes com meus empresários e diretores do clube, entendemos que a melhor coisa a se fazer seria ir à Justiça.

Em 2009, você e Cleiton Xavier eram vistos como dois dos melhores meias do Brasil. Ambos foram para a Seleção, mas não tiveram sequência com Dunga. Depois, o Palmeiras caiu de produção e perdeu um título que aparentava estar nas mãos. O que aconteceu?
O Brasileiro é uma competição muito equilibrada e, infelizmente, tivemos uma queda de rendimento. Me lembro que uma coisa que nos atrapalhou muito no segundo semestre foi a lesão de muitos titulares. Eram peças importantes que fizeram muita falta.

Um lance marcante de sua carreira foi naquelas quartas de final da Libertadores de 2012, quando você sai cara a cara com Cássio e acaba desperdiçando chance clara de gol para o Vasco. Poderia ter mudado toda a história?
Não sei se aquele gol teria mudado o resultado final do confronto, porque o futebol nos promove surpresas o tempo todo, mas certamente foi um lance que poderia ter definido o placar a nosso favor. Acredito que foi mais mérito do Cássio do que outra coisa.