Bruno Alves com a camisa do São Paulo

Zagueiro tem 26 anos e contrato até dezembro de 2020 com o São Paulo (Foto: Érico Leonan/saopaulofc.net)

William Correia
09/10/2017
07:00
São Paulo (SP)

Como atuará no Equador por sua seleção na terça-feira à noite, Arboleda não terá condições de enfrentar o Atlético-MG, na quarta-feira. Mas, em Minas Gerais, quem entrará no São Paulo é um zagueiro que já atuou e até fez gol pelo clube. Mais do que isso, Bruno Alves vem de uma família apaixonada pelo Tricolor, a ponto de quebrar copos e desmaiar em jogos do time. E que não tentem ligar para ele quando estiver no ônibus, a caminho do estádio.

Bruno Alves, de 26 anos, conversou por quase meia hora com a reportagem do LANCE! Falou sobre a alegria de estar no clube do coração da família, dos cuidados médicos que sua mãe passou a ter após desmaiar no momento em que ele fez gol pelo São Paulo, no empate por 2 a 2 sobre a Ponte Preta, em sua estreia pelo time. E também da raiva que sentiu da esposa, que quebrou uma superstição sua apenas para pedir que ele encomendasse queijo e presunto.

O momento, agora, é de se apegar ao que o zagueiro, formado no Figueirense e revelado sob o aval do pentacampeão mundial Roque Júnior, trouxe ao time. Ele só atuou duas vezes pelo São Paulo, sendo titular no empate diante da Ponte Preta, em 9 de setembro, e jogando por quatro minutos no triunfo por 2 a 1 sobre o Vitória, em 17 de setembro. Mas é fato que, desde que Bruno Alves estreou, o clube não perdeu mais. E saiu da zona de rebaixamento.

- Já vou me apegar a isso. Vamos continuar firmes que, agora, o voo é mais alto. Vamos que vamos, mirar a parte de cima da tabela. É uma coincidência boa - disse o jogador, que tem contrato com o São Paulo até dezembro de 2020, mas já faz investimentos pensando até na possibilidade de, se morrer antes, não deixar a família frágil financeiramente.

Veja abaixo a entrevista exclusiva de Bruno Alves ao LANCE!:

Soube que a sua família é são-paulina. Qual foi o jogo mais marcante do clube para você?
Teve o Mundial, contra o Liverpool, em 2005. Estávamos todos assistindo e, naquela defesa do Rogério Ceni (em cobrança de falta de Gerrard), o meu irmão até quebrou um copo no meio da emoção, comemorando. Foi o jogo mais marcante. Mas teve também na Libertadores de 2006, na semifinal, contra o Chivas, do México, teve um pênalti que o Rogério Ceni pegou e, depois, ficou 3 a 0, com o São Paulo jogando bem, Morumbi lotado. E ganhou lá de 1 a 0. A gente sempre acompanhava o São Paulo, mas nunca tinha tido a oportunidade de ir ao estádio, por causa das nossas condições. Só víamos pela TV e quando o jogo era da Globo ainda, porque nem TV fechada tínhamos.

A sua família esteve no Morumbi no jogo contra a Ponte Preta. Foi a primeira vez deles no Morumbi?
Não, eles já tinham vindo antes como adversários, quando eu estava no Figueirense. Quando vínhamos jogar contra times de São Paulo, eles vinham na torcida visitante. Agora, juntou o útil ao agradável: estou no São Paulo, a família é são-paulina... Vieram minha irmã, meu irmão, minha tia. Só minha mãe que não veio porque ela não queria sentir emoção, mas acabou desmaiando em casa mesmo na hora em que fiz o gol, não adiantou nada (risos).

Com certeza, você quer ter uma sequência no São Paulo. Como sua mãe vai fazer para aguentar a emoção, se já desmaiou no primeiro gol?
Ela foi no cardiologista e ele recomendou remédio natural, para não mexer com a pressão. Falei: 'vai tomando seus cuidados aí, mãe, porque vai ter emoção por muito tempo, e emoção mirando coisa lá em cima'. Mas ela está tranquila. Foi só emoção. No jogo contra o Vitória, ela já estava mais tranquila. Contra o Sport, ela veio no Morumbi e ficou brincando com meu filho, nem viu o jogo, falou que é bom porque distrai. Ela tem o jeito dela, torce de coração. Isso dá muita força para mim. Somos bem católicos.

Como você se prepara espiritualmente para o jogo? Reza? Tem alguma mania?
Antes de sair da concentração, procuro ajoelhar, agradecer a Deus pela oportunidade, independentemente de jogar ou não, só de estar indo para o jogo fico bastante feliz. Tenho minha superstição de ouvir as mesmas músicas quando ganha. Sempre tem uma coisinha ou outra, mas sabendo que a vitória vem do céu. Estamos trabalhando, mas Deus que honra com a vitória.

Que músicas você ouve antes dos jogos?
Rap, gosto bastante de ouvir música agitada antes do jogo. Mas tem uns louvores antes. Saio do louvor e vou para o rap, aí a adrenalina já fica lá em cima com as batidas. Quando dá certo e a gente ganha, no próximo jogo repito tudo certinho. Até quebrar, aí vou mudando. Mas não sou eu, tem vários jogadores com superstições mais pesadas ainda, de ficar desamarrando a chuteira, ficar vendo só os mesmos programas de TV na concentração. Tinha concentração que os dois caras viam programas diferentes na superstição e teve briga. Nesse mundo da bola, os caras são meio loucos também, e você pega um pouco da loucura.. É normal. Mas está dando certo, tanto que cheguei ao São Paulo. Tenho que continuar. Não posso mudar o que está dando certo.

Quais músicas você vai ouvir antes do jogo de quarta-feira?
Sempre saio da concentração e, no ônibus, já ouço sempre o primeiro louvor: Não Há Na Igual, da igreja que eu frequentava, a Palavra Viva. Em seguida, vem outro louvor, a Maranata. Depois escuto Racionais, RZO, uns raps mais antigos, músicas de pessoas humildes, de luta, de quem começa do zero, de quem vem de baixo e ouve essa superação de poder conquistar o seu sonho. Mas tenho que ouvir sem ser interrompido. Não atendo ligação nem escuto áudio para ter a sequência.

Consegue ficar sem atender?
Um dia, em um jogo no Figueirense, eu estava escutando as músicas e minha esposa mandando áudio. Digitei 'não vou escutar seu áudio', ela escreveu 'estou com carrinho, sacola, escuta!', e começou a me ligar. A música tocando, e eu não atendia. Pensei 'pô, aconteceu alguma coisa com meu filho, não é possível'. Atendi reclamando, ela sabe que não escuto áudio nem atendo ligação antes do jogo. Aí ela falou: 'liga na padaria pedindo presunto e queijo que estou indo buscar'. Falei 'você está de sacanagem'. Resumo: perdemos de 2 a 0. Cheguei em casa xingando, falando que perdemos porque ela me ligou e quebrou minha superstição. A culpa foi dela (risos). Até hoje ela dá risada disso.

Mas você ligou para a padaria pelo menos?
Liguei nada. Fiquei p... Eu achando que era alguma coisa com meu filho, aí ela vem quebrar minha corrente ligando para queijo e presunto... Jogamos bem e perdemos por 2 a 0 da Chapecoense por culpa dela. Não atendo ligação mesmo, até para ficar bem concentrado no jogo. Na hora em que estou indo para o jogo, não olho Whatsapp, celular, nada, só minhas músicas, bem focado.

Voltando a falar do Mundial de 2005, outro lance marcante daquele jogo, além da defesa do Rogério Ceni e do gol do Mineiro, foi um carrinho do Lugano em cima do Gerrard, na lateral, com os pés bem altos...
Revi esse lance esses dias no Facebook. Foi na bola. Se o juiz não expulsou, está tudo certo. Vê se o atacante foi mais alguma vez em cima dele... Não foi (risos). O atacante ficou assustado, está certo. Tem que chegar firme. E teve um carrinho desses que ele deu contra o River Plate, também, dá uma entrada no cara e o juiz só dá amarelo, segue o jogo.

Você já pensava em ser zagueiro quando viu aquela final de 2005?
Pensava que ia jogar, mas não sabia que chegaria tão rápido assim. Sempre sonhei em vestir a camisa do São Paulo, ainda mais com a família são-paulina, mas, quando tem a oportunidade, vai caindo a ficha. Quando cheguei aqui, fiquei uns dois dias aéreo, olhando, observando, quietinho no meu canto, porque a dimensão é muito grande. Fui me acostumando aos poucos. Mas fui tão bem recebido que facilitou muito o meu entrosamento com o grupo. Fiquei bastante feliz com isso. Você chega a um time grande e vê Lugano, Hernanes, mas os caras já chegaram me abraçando, perguntando se preciso de alguma coisa, se colocando à disposição. Pô, isso foi essencial. A comissão me recebeu bem também. Todos, desde os caras da portaria, te dando bom dia e boa tarde todos os dias com um sorriso. São pequenas coisas que se somam e, no final do todo, dá um resultado bem interessante para o clube, com todos querendo vir trabalhar felizes. Isso é importante.

Você já falou com admiração do Lugano novamente. Como ele te recepcionou?
Bem. No vestiário, antes do jogo contra a Ponte Preta, me deu um abraço e falou: 'Bruno, faz o que você faz no treino, faz o simples porque estamos precisando do simples'. Aquilo me aliviou bastante, saiu um peso das costas. E é um ídolo, referência no futebol mundial. Vou convivendo, aprendendo, pegando a liderança dele, do Petros, do Hernanes... Isso vai acrescentando na minha carreira. Mas, do Lugano, quando minha mãe o viu no último jogo, bateu foto com ele, ficou toda feliz, tietou mesmo. E ficou mostrando a foto para a cidade inteira. O cara é um ídolo, referência para mim e para todos que acompanham futebol, todos só têm boas impressões do Lugano.

Falando em zagueiro que deixou boas impressões, você começou a carreira no Primeira Camisa, clube que o Roque Júnior tinha em São José dos Campos.
São José dos Campos fica a dez minutos da minha cidade, Jacareí. Passei no Primeira Camisa e joguei sub-15, sub-17... Sempre de zagueiro. Fiz dois treinos como volante e não deu certo, os caras falaram 'volta que seu lugar é aqui, não pode passar do meio' (risos). Quando eu estava no sub-20, apareceu a oportunidade de fazer um teste no Grêmio, seis meses após o falecimento do meu pai. Foi um momento de definição, eu não sabia se ia. Falei para minha mãe que tentaria, mas não passei. Aí, parei em Florianópolis, passei no Figueirense e dei sequência.

E como o Roque Júnior te ajudou?
Foi um cara que me ajudou. Tenho gratidão por ele ter me dado a chance que eu precisava. A luta foi grande no Figueirense, mas tive um incentivo legal da parte dele. Inclusive com dinheiro. Quando não passei no Grêmio, eu estava com dinheiro contado para a passagem de volta para São Paulo. Tive que mudar a passagem para Florianópolis e pagar uma taxa, mas eu não tinha o dinheiro dessa taxa. Liguei para o Roque e ele ligou para um amigo de Porto Alegre, que conhecia um taxista que me levou o dinheiro na rodoviária. Seriam 19, 20 horas voltando de Porto Alegre para São Paulo, mas seria uma viagem muito mais longa, porque não passei. Mas, de Porto Alegre, para Florianópolis, foram só seis horas, e com as forças renovadas. Pensei: se parou aqui, tem algum propósito, vamos ver qual é. E foi lá que começou minha trajetória. Tudo acontece como Deus quer.

Você lembra do Roque Júnior jogando?
Sim. Era um zagueiro firme, tanto que jogou na Itália, bastante tempo no Milan. Eu gostava do estilo de jogo dele. Zagueiro é uma posição em que você é julgado pelo erro. Você pode fazer dez jogos bons e, no primeiro ou segundo erro, já vão concentrar no seu erro. Temos de procurar minimizar bastante os erros para ser um zagueiro regular, porque o que conta é a regularidade. Quanto mais o zagueiro for regular, mais sequência ele terá.

O Roque te passou algumas dicas da posição?
Ele estava na Alemanha ainda, acho. Não tínhamos tanto contato. Conversei poucas vezes com ele. Ele era o presidente do clube, ficava na parte administrativa, nem tanto na técnica. E perdemos contato. Mas, quando eu o vir, quero agradecer pessoalmente. É um cara que me ajudou bastante, fez muito por mim e pela minha família.

Voltando ao São Paulo, você é o menos experiente dos zagueiros: Rodrigo Caio é da Seleção Brasileira, Arboleda joga pelo Equador, Lugano tem toda a história dele e o Aderllan por sete anos na Europa. Como você tenta aproveitar essa experiência deles?

Vou grudando neles, vejo o que eles têm de bom e vou pegando. O Rodrigo Caio é muito técnico, admiro a facilidade com que ele marca e domina a bola, vou tentando fazer igual nos treinos. O Aderllan é muito forte, e rápido também. Vou perguntando: 'quando acontece esse lance, qual atitude que você tomaria?', e ele me diz se recua, abafa. Vou conversando assim também com o Arboleda, que tem uma bola aérea muito boa, fico vendo o posicionamento do corpo dele para tentar melhorar. E tem o Lugano, com liderança, comando, postura dentro de campo. A experiência deles conta bastante, e também tem a experiência de vida. Quando o cara está em campo, está representando uma família e dá sempre o seu melhor, isso ajuda.

Em que momentos vocês se conversam mais?
Geralmente, é nos treinos. Mas também nos vestiários. Nas concentrações, a gente fica mais descontraído com um jogo, uma sinuca. Quando vai chegando perto do jogo, nos falamos mais. Vejo o Rodrigo e o Arboleda conversando se precisam ficar mais perto, se sairão mais de trás. Vou pegando isso para acrescentar na minha carreira.

Para o jogo contra o Atlético-MG, você vai tentar ser mais o Arboleda?
Cada um tem seu estilo de jogo. O Arboleda é consagrado pelo estilo dele, e tenho o meu. Mas posso melhorar um pouco, procuro sempre evoluir. Isso é válido na carreira.

Mas o que você vai acrescentar de diferente na defesa do São Paulo neste jogo?
O Dorival ainda não falou se jogo, eu, Lugano e Aderllan somos opções como qualquer um. Se eu jogar, pretendo apresentar uma melhora na marcação. O Atlético-MG tem um ataque muito leve, com Robinho, Valdivia, e o Fred é um finalizador nato. Precisaremos estar com uma marcação muito forte, não só o Bruno Alves, mas a equipe, para fazermos um jogo de igual para igual, buscar os três pontos e dar um upgrade no campeonato para sairmos dessa situação.

Já marcou o Fred?
Marquei no Orlando Scarpelli, foi 1 a 1. Ele fez gol, mas não foi em mim, não (risos).

Como se marca o Fred?
Ele fica mais posicionado na área. Se dermos meio metro, ele vai achar espaço para fazer o gol. Tem a análise de inteligência do São Paulo que, antes dos jogos, manda os vídeos para ver os movimentos dele. Vemos isso para estarmos ligados e, quando acontecer o movimento, o cérebro automaticamente vai lembrar para você abafar o lance, tirar um gol, dando tranquilidade para os caras da frente jogarem soltos e fazerem os gols que precisamos.

Depois de tanto tempo em Florianópolis, imagino que chegar ao São Paulo foi bom também para ficar mais próximo de Jacareí, sua cidade...
Foi bom. Minha família está acompanhando bem e feliz. Fiquei nove anos longe, morando no Sul, só vinha no final do ano. Agora, minha mãe vem direto em casa ver meu filho. A família está aproveitando bem esse momento.

Falando em família, você faz investimentos?
Meu investimento é guardar dinheiro para a família. Vida de jogador é curta. Você se acostuma com um patamar de vida, então já tem que pensar na frente. Sou um cara muito pés no chão, não ligo muito em ficar esbanjando. Já sou casado, tenho meu filho, o Henry Miguel, que tem dez meses e já está rabiscando, vai ser minha aposentadoria, um bote certo. Já estou mandando chutar com a esquerda, porque canhoto é mais valorizado (risos). Mas minha projeção é para um futuro pensando neles, com uma família sólida, uma estrutura que possa dar educação e segurança para a minha família. Ajudo minha mãe, minha irmã, e pensando sempre no futuro deles.

Quais são seus investimentos?
Procuro fazer investimentos seguros, que não têm risco. Porque não dá para ficar acompanhando bolsa e essas coisas enquanto estou treinando, com a cabeça concentrada. Mas procuro fazer o CDB (Certificado de Depósito Bancário), essas coisas que têm lucro bom e não têm risco. E também pensando na aposentadoria, seguro de vida, se Deus me livre acontecer alguma coisa, tenho que estar preparado. Mas sempre pensando em pegar lá na frente. Se eu não morrer, pego o dinheiro de volta (risos). Tenho uma longa vida pela frente.

Sobre aquele empate contra a Ponte Preta, quando o Aranha falhou e você fez 2 a 0, imagino que pensou que tinha uma estreia perfeita...
Na hora em que fizemos 2 a 0, pensei: 'tem tudo para ser uma noite perfeita'. Mas sabemos da qualidade da Ponte também. Aí, acho que não era para expulsar o Jucilei, mas foi interpretação do juiz, e eles começaram a ter o domínio do jogo. Dificultou, mas valeu a luta. Honramos a camisa do São Paulo com um a menos até o fim. Ali, foi o espírito. Depois daquele jogo, fomos jogar contra o Vitória e reencarnamos o espírito de novo. Aquela luta valeu para incentivar, não desistir. Talvez, se tivéssemos ganhado da Ponte, poderíamos nos acomodar. Nada nessa vida é por acaso, sempre tem um motivo. Aquele empate deixou o time mais ligado para a sequência do campeonato. Foi válido por isso e pela minha estreia, fazendo bom jogo e com gol, ainda mais sendo zagueiro, que dificilmente faz gol. Fiquei feliz. Mas trocaria o gol pela vitória, seria mais importante.

Você pode não ter vencido no seu primeiro jogo pelo São Paulo, mas o time está invicto desde que você estreou...
Já vou me apegar a isso (risos). Um amigo meu escreveu isso no Instagram. Pô, então vamos continuar firmes que, agora, o voo é mais alto. Vamos que vamos, mirar a parte de cima da tabela. Mas sabemos que tudo isso é por conta do trabalho. É uma coincidência boa. Procuro ajudar, tendo a oportunidade de jogar, no banco ou às vezes nem indo para o jogo, mas sempre estimulando quem for jogar porque o São Paulo é um só. Se ganhar, ganhamos todos. Se perder, perdemos todos. É importante todos remarem para o mesmo lado. Só assim as coisas vão mudar.

Não incomoda ficar no banco?
Estou aqui para ajudar. Quero ter oportunidades de mostrar o meu trabalho, mas sempre com os pés no chão. Na hora certa, vai aparecer a oportunidade e, assim que eu tiver uma sequência, vou procurar dar o meu melhor, como fiz em todos os clubes em que passei. Com pés no chão e humildade, vou buscando meu espaço.

Já é reconhecido na rua?
De vez em quando, saio com minha esposa, dou uma volta com meu filho nos shoppings e os são-paulinos mesmo, aquela torcida fanática, conhece e pede para bater foto. Tem uns que ficam olhando, acho que ficam meio tímidos. É legal ter esse reconhecimento da torcida, sinal de que o trabalho está sendo bem feito. A torcida do São Paulo é gigante, onde você vai tem são-paulino. Sentir esse carinho, esse calor do torcedor é muito importante para nós, jogadores.