Ricardo Oliveira

Ricardo Oliveira é o capitão do elenco santista (Foto: Ivan Storti / Lancepress!)

Gabriel Carneiro e Russel Dias
24/11/2015
06:55
Santos (SP)

O Santos estagnou. Passada a incrível campanha de reação sob o comando de Dorival Júnior, a equipe já não vence há três jogos. E pior: não marca um único gol desde o dia 1 de novembro, quando superou o Palmeiras por 2 a 1, pelo Brasileirão. Desde então, dois empates e uma derrota que fizeram o Peixe cair duas posições e enfraquecer o sonho de G4 no Brasileirão, além de criar uma inesperada pressão às vésperas do primeiro jogo das finais da Copa do Brasil, contra o rival Palmeiras, na Vila Belmiro.

No domingo, o Peixe entrou em campo com time reserva a pedido dos próprios jogadores, que argumentaram pouco tempo de recuperação entre os jogos contra o Flamengo e o Coritiba. No dia seguinte, o grupo desembarcou em São Paulo adotando a lei do silêncio: após uma breve reunião, os líderes do elenco combinaram de não dar entrevista, e apenas balançaram a cabeça aos pedidos dos diversos veículos. As decisões, tanto de preservar os titulares quanto de blindar o grupo, evidenciam o aumento da pressão interna perto dos jogos mais importantes do ano. Além disso, também mostram que o grupo assumiu mais responsabilidades na busca pelo título da Copa do Brasil, já que o G4 agora é um sonho distante no time de Dorival.

– Tivemos que tomar uma decisão, e sabemos que a pressão vai acontecer pelas duas frentes – disse Dorival, após a derrota em Curitiba.

O técnico do Santos, aliás, lida com um momento delicado da equipe dentro de campo. Os três jogos sem vencer representam o seu maior jejum nestes pouco mais de quatro meses no comando do Peixe – o aproveitamento, alto durante a incrível reação, hoje está em 71% dos pontos, reforçada a fragilidade da equipe em jogos como visitante no Brasileirão.

Além disso, o ataque sem marcar nos três jogos iguala um feito negativo de 2012, última vez em que o Santos ficou tanto tempo sem balançar as redes adversárias. Afeito a futebol ofensivo, Dorival espera que a história seja diferente a partir de amanhã, de novo contra o rival Palmeiras.

Para superar seu maior jejum sob o comando de Dorival, o símbolo da reação que tirou o Santos da zona de rebaixamento e deu esperanças neste segundo semestre, o apego é na campanha na Copa do Brasil: 100% de aproveitamento. Vai manter?