Thiago Ferri
29/09/2016
07:15
São Paulo (SP)

Dona da Crefisa e da Faculdade das Américas, patrocinadoras do Palmeiras, Leila Pereira vai concorrer à eleição para o Conselho Deliberativo do clube, prevista para fevereiro do ano que vem. Sua candidatura ainda não foi oficializada, mas as tratativas estão adiantadas para que ela dispute o pleito pela chapa "Palmeiras Forte", liderada por Mustafá Contursi.

Para ser votado em cargos no clube é preciso ser sócio há, pelo menos, oito anos - Leila faz parte do quadro de associados desde 1996. Para pessoas próximas, a dona da Crefisa diz que, apesar desta iniciação na política do Palmeiras, não faz parte de seus planos disputar a presidência no futuro.

Tornar-se conselheira, porém, é considerada uma forma de aproximar mais a patrocinadora do clube. Os contratos do Palmeiras com Crefisa e FAM acabam em dezembro e ainda não há discussão para renovação, mas a expectativa é de que a parceria continue. Um motivo para isto é a provável eleição de Maurício Galiotte. O primeiro vice tem ótima relação com Leila e seu marido, José Roberto Lamacchia. Por isto, sua escolha como futuro presidente aumenta as chances de permanência.

Quando a possibilidade de lançar uma camisa retrô com a marca da Parmalat estremeceu a relação entre Paulo Nobre e Leila Pereira, Maurício foi quem tornou-se o elo entre os patrocinadores e o clube. A crise foi contornada, tanto que no início do ano houve um aumento no contrato.

Agora patrocinadores de todas as áreas do uniforme, Crefisa e FAM pagam, por ano, R$ 78 milhões ao Palmeiras. Destes, R$ 66 milhões são para estampar suas marcas na roupa de jogo, além de cerca de R$ 12 milhões pelos gastos com Lucas Barrios. Os parceiros também viabilizaram as contratações de Vitor Hugo e Thiago Santos no ano passado. Nestes casos, os direitos econômicos dos atletas ficam com o clube. Numa futura venda os donos da empresa são, no máximo, ressarcidos. Qualquer lucro ficará nos cofres do Palmeiras.