Coletiva de imprensa da São Silvestre

Giovani dos Santos já disputou profissionalmente a São Silvestre sete vezes

Carolina Alberti
29/12/2016
17:24
São Paulo

O último evento esportivo de 2016 se aproxima. Na manhã deste sábado (a partir das 8h20), a capital paulista terá grandes nomes percorrendo suas ruas em busca do lugar mais alto do pódio da 92ª edição da São Silvestre. Além da atual campeã olímpica, a queniana Jumino Sumgong, e a tricampeã da prova, Ymer Aylew (ETH), a corrida, que terá cerca de 30 mil participantes entre atletas de alto rendimento, cadeirantes e cidadãos comuns, contará com o motivado Giovani dos Santos.

Aos 35 anos, o quinto colocado da edição anterior já sonha com uma marca superior e admite estar confiante.

- Eu treinei bem e acho que estou pronto para enfrentar qualquer tipo de situação. Espero que dessa vez a gente se saia melhor do que os quenianos. A expectativa agora é de tentar brigar na frente e quem sabe subir no lugar mais alto do pódio.

Por já ter participado da São Silvestre diversas vezes, sendo sete apenas como profissional, Giovani vê a experiência como vantagem. Porém, o atleta afirma que tem uma estratégia especial e altamente secreta para chegar ao primeiro lugar. Além disso, ele conta com um amuleto da sorte, os cabelos pintados que, desde novembro, segundo ele, vêm dando sor​te.

- Não sei se faz a diferença, mas que está dando sorte, está - comentou.

Se eles estivem fora do ritmo, eu vou estar na frente e eles que possam me acompanhar'

Nesta edição, alguns trechos foram alterados a fim de alargar as ruas, devido ao grande número de participantes. Porém, Giovani não está preocupado com as possíveis complicações que possam aparecer.

- Acho que, se tiver que afetar, vai afetar não só a mim, como os outros também, mas eu não estou preocupado com esta mudança no percurso, eu tenho que estar mais preocupado em fazer uma boa prova e chegar bem na Brigadeiro e poder dar alegria à torcida brasileira.

O calor também não assusta. Segundo o brasileiro, pode até ser uma vantagem ter um dia bem quente.

- Eu estou adorando esta temperatura, porque eu sei que os quenianos tem bastante dificuldade de correr no calor, então isso, no meu caso, pode me ajudar bastante - afirmou Giovani.

Pela disputa feminina, o Brasil terá como uma de suas representantes Joziane Cardoso, campeã da meia maratona do Rio de Janeiro deste ano. Com expectativas um pouco mais singelas, a paranaense ressalta a grandeza do evento, assim como seu desejo de conseguir chegar entre as cinco melhores.

- Vou tentar brigar, está forte a prova, acho que é um dos anos mais fortes em nível de atletas. Eu vou procurar fazer a melhor prova possível e tentar chegar entre as cinco.

A atleta também comenta sobre a pressão em cima dos brasileiros, já que o paí não vence a São Silvestre desde 2006 no feminino (e 2010 no masculino). A tricampeã Ymer Aylew e a atual medalhista de ouro Jemima Sumgong serão algumas das adversárias de Joziane.

- O pessoal fala, mas são detalhes. Cada vez mais a gente está melhorando, chegando cada vez mais próximo e acho que não está muito longe da gente quebrar este tabu - destaca.

Olímpica na terra da garroa

Após a conquista da medalhada de ouro olímpica na maratona feminina, a queniana Jemima Sumgong retorna ao Brasil para participar pela primeira vez da São Silvestre. Apontada como uma das favoritas, ela ressalta o carinho do povo brasileiro.

- Estar de volta ao Brasil é muito bom, porque vocês, brasileiros, são um povo muito bom, gentil e humilde - afirmou a queniana.

Jemima conta que durante sua passagem no Rio de Janeiro não teve a oportunidade de conhecer a cidade e acredita que em São Paulo será da mesma forma. Contudo ela espera voltar à sua terra natal com mais uma medalha brasileira.

- Eu espero conquistar mais uma medalha no Brasil. Sou especialista em maratonas e provas como a São Silvestre exigem mais velocidade. Tentarei fazer meu melhor no sábado.