MÁRIO BOECHAT
06/11/2015
08:59
Doha (QAT)

Muriqui tem o privilégio que muitos jogadores gostariam de ter. Em seu segundo ano no futebol árabe, atuando pelo Al-Sadd, do Qatar, ele ganhou a companhia ilustre do volante Xavi, que fez história com a camisa do Barcelona. E o atacante vem sendo consagrado pelo espanhol, como Messi & Cia foi durante anos no clube Blaugrana.

Já são sete gols na temporada, três com passe de Xavi. Muriqui rasga elogios ao ex-capitão do Barcelona e o classifica como diferenciado.

- O Xavi pensa muito antes. Muito antes de a bola chegar, ele já sabe o que vai fazer. E sempre tem mais de uma opção. Se uma opção fica complicada, ele tem sempre outra. Isso facilita muito. Ele tem sempre um trunfo a mais. Por isso ele é diferenciado.

E a parceria promete muitos frutos para o Al-Sadd. Isso porque a dupla vem se entrosando também fora de campo.

- Está sendo bem positiva. É um cara que me surpreendeu muito, com sua humildade, seu jeito de tratar as pessoas. Isso é fundamental para uma pessoa, independente se ele joga muito ou pouco. É o tratamento que ele tem com as pessoas, o que é muito bacana da parte dele. Da qualidade dele em campo eu não preciso nem falar, mas fora de campo me surpreendeu muito - comentou Muriqui, antes de completar:

Xavi e Iniesta, uma parceria inesquecível do Barça (Foto: Arquivo L!)
Xavi e Iniesta, uma parceria inesquecível do Barça (Foto: Arquivo L!)


- Ele é muito respeitador, está sempre dando força. Nesses seis jogos que atuamos juntos, não vi ele reclamando de nenhum jogador. Sempre procura incentivar, mostrar os caminhos, aquilo que ele entende que está errado. Não que ele tente se passar pelo treinador em campo, longe disso. Mas ele sempre tenta nos orientar, nos passar a sua experiência. Acho muito válido isso. Ele tem me ajudado muito dentro e fora de campo.

Mesmo quando atuava pelo Barcelona, Xavi deixou claro que gostaria de ser treinador. No pouco tempo em que esteve com o craque espanhol, Muriqui já pôde perceber seu lado 'comandante'.

- Ele é bem inteligente. Conversei com ele um tempo atrás, durante a pré-temporada na Áustria, e perguntei o que ele pretendia após parar de jogar. Ele disse que estava em dúvida entre ser diretor ou treinador, mas para isso ele precisava estudar, passar por um período de aprendizagem primeiro. Então, ele não estava muito decidido do que iria fazer.