Botafogo x Santa Cruz

Na última partida, Neilton fez um gol e deu uma assistência para o Glorioso (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)

Felippe Rocha
08/07/2016
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

Dois gols em três jogos, assistência e a vaga de titular praticamente assegurada com Ricardo Gomes. A bonança, pelo menos individual, parece ter chegado para Neilton. Após um primeiro semestre extremamente irregular, o atacante ressurgiu nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro e mostra personalidade para ser nome de destaque do ataque do Botafogo.

No início da pré-temporada, ele sofreu uma lesão na coxa esquerda. O tratamento, mais a recuperação física exatamente no momento em que a equipe já ganhava ritmo no Campeonato Carioca, fizeram com que o atleta não tivesse bom desempenho, muito menos correspondido à altura quando recebeu uma sequência de jogos.

- Estou trabalhando forte, conversando com os preparadores. Tive uma lesão difícil. Estou mais preparado, espero dar sequência a esse bom momento e ter continuidade. Penso em melhorar a cada jogo. Agora estou com a cabeça boa. Procuro trabalhar focado. Estou feliz - jura.

E quando falou sobre estar com a "cabeça boa", ele havia sido questionado sobre a questão comportamental. Além de ter desagrado a torcida pelas poucas partidas e baixa qualidade apresentada no Estadual, existia incômodo interno. No clube, segundo apuração do LANCE!, havia quem não concordasse com uma aparente falta de comprometimento. Fato nitidamente superado.

Emprestado pelo Cruzeiro, no ano passado, Neilton viveu embate com a Raposa para permanecer em General Severiano. O Glorioso chegou a dar as negociações como encerradas, mas o atleta acabou cedido por mais uma temporada. Neste momento, ninguém parece estar arrependido do negócio.

- Eu me identifiquei com o Botafogo, me sinto em casa aqui. Sempre estive feliz, mesmo quando não estava jogando bem. Agora estou ainda mais feliz. Espero dar continuidade e ajudar o Botafogo - revela.

Que a continuidade desejada por Neilton se converta em regularidade. Tanto ele quanto o Botafogo precisam. E que assim seja.