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Realidades distintas para os Américas do Brasil

Jeff Stoughton (Foto: Andy Clark/ Reuters)
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Dia 28/10/2015
06:00

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Exceto em Minas Gerais – onde os dois representantes estão nas semifinais do Estadual –, a temporada de 2011 tem sido tenebrosa para os muitos Américas do Brasil. Um exemplo está no Rio. O Mequinha, sete vezes campeão carioca, foi rebaixado por antecipação, após ter quatro técnicos e até levar 9 a 0 do Vasco. De nada adiantou o auxílio de ídolos como Edu Coimbra, que tenta vislumbrar dias melhores:

– Colaborei muito para o America, que tinha vários problemas. Gastei do meu próprio bolso, mas, infelizmente, o clube foi rebaixado. Acredito que há esperança. O presidente que vai assumir se cercará de pessoas competentes.

Outro América que deve cair no domingo é o pernambucano, apesar da confiança da diretoria.

– Enfrentamos quatro das cinco melhores equipes nas primeiras rodadas, tivemos três técnicos, mas nos recuperamos. Inclusive, já adiantamos o pagamento do salários dos jogadores – explicou o diretor de futebol Roberto Zaidan, torcendo para evitar o pior.

O América com maior torcida no Brasil é o de Natal. Mas ele foi mal no turno, vem se recuperando e, para não fazer feio na Série C do Brasileiro, deve fechar contrato com o apoiador Souza, de 35 anos, que estava aposentado e anda rechonchudo.

– Meu retorno é para ajudar o América a buscar patrocínio. O clube precisa – disse.

Por outro lado....

Contra a maré dos insucessos, há os dois Américas de Minas, que dão aula de planejamento. O de Belo Horizonte estava na Série C-2009 e, este ano, é o representante dos Américas na Série A. Já o de Teófilo Otoni saiu da Terceirona de Minas, em 2008, e acaba de ganhar o título de campeão do interior, além da vaga na Série D, fato inédito para o clube que disputa a Primeira Divisão de Minas apenas pela segunda vez.  São exceções de um ano tenebroso para os Américas.

A situação dos outros Américas:

América de Manaus (AM): Foi punido pelo STJD e, com isso, ficou de fora da Série C-2011. Se o Amazonense terminasse hoje seria rebaixado.
Na temporada: 1 vitória, 4 empates e 5 derrotas.

América de São José do Rio Preto (SP):  Por muito pouco não foi rebaixado para a Série A3 (Terceira Divisão) do Paulista. Segue na luta para voltar aos seus dias de glórias. Na temporada: 4 vitórias, 7 empates e 7 derrotas.

América de Sergipe (SE): Tem a terceira pior campanha do Estadual, mas vem se recuperando. Os dois últimos colocados são rebaixados.
Na temporada: 4 vitórias, 1 empate e 7 derrotas.

América de Pernambuco (PE): Após 15 anos na Segundona está muito próximo de um novo descenso. Pode ser rebaixado no domingo mesmo em caso de vitória. Na temporada: 6 vitórias, 2 empates e 13 derrotas.

Com a palavra: Marcus Salum, integrante do Conselho Administrativo do América-MG:

O amadurecimento da política do América é essencial para esse momento do clube. Houve uma união das lideranças políticas co-
mo não se via há muito tempo. União essa que conseguiu reorganizar o clube, implantando um novo modelo de administração
(o América é comandado por um conselho administrativo). Acredito que esse é um dos diferenciais do novo América.

Além disso, é óbvio, que há a questão da filosofia que cada dirigente implementa. A minha é de proporcionar tranquilidade ao treinador que está no cargo. Mauro Fernandes é o treinador da Série A que há mais tempo está no comando. É inegável que isso também vem sendo decisivo para o América colher frutos e sair da Série C para a Série A.

Com a palvra: Gilmar Estevam, técnico do América de Teófilo Otoni desde 2008:

O planejamento foi fundamental para o sucesso que o clube tem alcançado nos últimos anos. Outro ponto é a confiança que a diretoria depositou no meu trabalho, já que o América ficou anos com o seu departamento de futebol desativado, e por isso, tivemos de recomeçar praticamente do zero em 2008, quando assumi.

Pude colaborar muito, já que tinha experiência de ter comandado outras equipes do interior de Minas. Com um planejamento correto, a confiança da diretoria e jogadores que se encaixaram no perfil do clube, os resultados vieram. Agora, temos condições de buscar voos mais altos, já que a medida em que se alcança o sucesso, a responsabilidade se torna ainda maior. É o que temos em mente: seguir crescendo.

Com a palavra: Antônio Tavares, vice de futebol do America-RJ

Faltou planejamento para o America. Isso é óbvio. O que aconteceu todos sabem. É aquele velho ditado: o que começa mal só pode terminar mal. Agora temos de realizar o planejamento ideal para o clube voltar ao lugar que merece, entre os grandes.

Teremos a Copa Rio em breve e já estamos trabalhando para contratar novos jogadores. Buscando clubes que possuem atletas em excesso e que possam nos ajudar. É claro que o nosso orçamento não é o ideal, mas o America não pode ficar de fora da Primeira Divisão do Campeonato Carioca. Primeiro teremos o desafio de conquistar a Copa Rio, para no ano que vem montarmos uma equipe à altura da tradição do America e voltar à elite. Temos essa obrigação.



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