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Obras do Maracanã podem custar até R$1 bi, diz jornal

Gremistas penduram faixa contra Assis em POA - Emílio Pedroso  / Agência RBS
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Dia 28/10/2015
06:00

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A estrutura da cobertura original do Maracanã estaria com sinais de deterioração e precisaria ser refeita, afirma "O Globo", em matéria publicada nesta terça-feira. Ainda segundo o jornal, a nova obra deve atrasar o cronograma, que prevê o fim das obras para dezembro de 2012, em seis meses. Os custos totais da reforma também devem subir de R$712 milhões para até R$1 bilhão.

A Secretaria Estadual de Obras afirma que não é possível prever se o atraso irá mesmo ocorrer.

- Não estou surpreso que encontraram sinais de deterioração. Estruturas metálicas e de concreto armado foram projetadas para durar 50 anos. O Maracanã já tem 60 anos. Se for necessário recuperar a cobertura é pouco provável que operários tenham condições de segurança para trabalhar em baixo na construção de novas arquibancadas. Claro que se forem construir uma nova cobertura a obra pode encarecer. Minha estimativa é que possa chegar a R$ 900 milhões ou até R$ 1 bilhão - avaliou João Luiz Casagrande, consultor em engenharia estrutural responsável pelas estimativas de atraso e gastos adicionais nas obras, em entrevista a "O Globo".

A Secretaria Estadual de Obras afirmou através de nota oficial que vai encomendar um estudo especializado para avaliar a necessidade real da obra na cobertura. A nota, no entanto não deixa claro se o estudo atrapalhará as obras. "Não há comprovação de que a cobertura do Maracanã está tecnicamente comprometida. O que há é a constatação de que houve deterioração de partes dos materiais de estrutura", informa a nota.

Agostinho Guerreiro, presidente do Crea, informou ao jornal "O Globo" que os estudos precisam avaliar em laboratório o estágio de deterioração dos materiais. Tal pesquisa demoraria entre 20 e 40 dias, inicialmente.

- Se a avaliação encontrar em partes distintas da cobertura problemas diferentes, será necessário mais tempo para um projeto para a recuperação. Nesse caso, o tempo vai depender do que for identificado no primeiro diagnóstico - disse a "O Globo".

Agostinho também avaliou que a deterioração pode ser fruto de falha na manutenção preventiva, necessário em cidades litorâneas, ou mesmo no projeto original do estádio.

CAso as obras atrasem, o compromisso firmado com a Fifa de deixar o estádio disponível para a Copa das Confederações fica comprometido. Além disso, o Estado ainda enfrenta problemas com a liberação do dinheiro pelo BNDES, que espera sinal verde da CGU que pediu detalhamentos do projeto.

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