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Marcinho, da Ponte, quer disputar a Liberta de 2013

No dia do aniversário, Milton Cruz ganhou de Rogério Ceni a camisa do jogo contra o Bahia (Foto: Divulgação/SPFC)
imagem cameraNo dia do aniversário, Milton Cruz ganhou de Rogério Ceni a camisa do jogo contra o Bahia (Foto: Divulgação/SPFC)
Dia 28/10/2015
05:53

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De volta a sua cidade natal e ao clube do coração, o meia Marcinho sonha em fazer história na Ponte Preta. Contratado como a grande estrela da equipe para a disputa do Brasileirão, o jogador, que já teve passagens por glandes clubes do Brasil e do exterior, como Corinthians, Palmeiras, Cruzeiro e Atlético-PR, sofreu uma lesão no início do campeonato, que o deixou fora por seis rodadas.

O jogador estreou na segunda rodada, no empate por 1 a 1 diante do Atlético-GO, no Serra Dourada. Na partida seguinte, contra o Flamengo, o atleta foi titular pela primeira vez e estreou no Estádio Moisés Lucarelli, diante da torcida pontepretana. Mas o jogo não foi como o esperado.

Ainda na primeira etapa, Marcinho levou a pior em uma dividida e sofreu um estiramento no ligamento colateral do joelho, que poderia deixá-lo fora por até cinco semanas.

No entanto, um mês depois, o atleta já voltou a treinar com bola e retornou à equipe antes do esperado, entrando no contra o Náutico, pela oitava rodada do Brasileiro.

Enquanto esteve de fora, quem teve a chance foi Nikão, que se destacou e conquistou a confiança do treinador. Recuperado, Marcinho busca reconquistar espaço no time e quer ganhar ritmo de jogo para assumir de vez a camisa 10 da Ponte.

Em entrevista ao LANCENET!, o jogador falou sobre a realização do desejo de defender a Macaca, clube que frenquentou em sua infância, suas avaliações da equipe e do campeonato, além do sonho de classificar a Ponte para uma inédita Copa Libertadores.

Confira a entrevista exclusiva de Marcinho ao LANCENET!:

Qual sua relação com a Ponte Preta e o que o clube representa para você?

Na realidade sempre fui um torcedor. Desde pequeno vinha ao estádio com meu pai e com amigos e sempre tive um carinho enorme pela Ponte. Infelizmente joguei pouco, dos cinco aos dez anos, e depois fui para outros clubes. Mas representa muito, tenho um carinho enorme e hoje é um sonho que está se tornando realidade na minha vida, de poder jogar aqui profissionalmente.

Na sua estreia no Moisés Lucarelli você sofreu uma lesão no joelho, ainda no primeiro tempo. O que você sentiu no momento?

Tristeza. Era uma estreia aqui em casa. Eu esperava ter uma sequência de jogos e acabei me machucando. Era para eu ficar mais tempo parado, mas acabei retornando antes e agora estou buscando melhorar a forma física para poder voltar a atuar entre os titulares.

O que falta para o Marcinho desencantar na Ponte?

Ainda falta um pouco mais de ritmo de jogo. É um pouco difícil só entrando durante as partidas, mas eu acredito que daqui mais duas ou três partidas eu já possa estar 100% fisicamente.

Qual sua avaliação do time da Ponte até agora no Brasileirão?

Estou muito feliz com o desempenho. É um grupo muito forte, com jogadores que se doam um pelo outro e esse é o nosso ponto forte: o companheirismo e dedicação que temos pela Ponte.

O que você está achando do Campeonato Brasileiro até o momento?

O Campeonato Brasileiro sempre foi difícil. Foi um começo ainda um pouco instável, algumas equipes ainda estão se fortalecendo, trazendo grandes jogadores. Acredito que daqui duas ou três rodadas os grandes clubes já comecem a se acertar. Os grandes jogadores que vieram de fora vão começar a jogar e a ter ritmo e o campeonato vai se intensificar. Antes disso, é o momento da gente continuar somando pontos, ganhando em casa e buscando pontos fora, pois sabemos que a partir de agora o campeonato vai dificultar mais ainda.

Qual é o seu grande sonho na Ponte?

Meu grande sonho seria chegar a uma Libertadores com a Ponte. Sei que hoje nossa realidade é de ter pés no chão, mas são poucos pontos que nos separaram da zona de classificação. Esse seria meu grande sonho.

Tirando um pouco o lado do sonho, você realmente acredita nesse feito?

Tudo depende da nossa atuação. A gente vem numa crescente, infelizmente tivemos resultados negativos, quando tivemos bom volume de jogo, mas acabamos perdendo. Mas eu acredito que é possível. A Ponte tem um requisito que poucas equipes têm: um grupo de jogadores solidários um aos outros e que querem vencer. Isso faz muita diferença.

Você pensa em encerrar a carreira na Ponte?

Pretendo, mas acho que ainda não. Tudo depende. Se eu continuar jogando bem por mais tempo aqui, por que não? Mas ainda sonho em voltar para o exterior, já que fui campeão na Arábia e isso abriu grandes portas para mim em lugares como os Emirados Árabes e o Qatar. Eu ainda penso em voltar a jogar fora.

De todos os clubes que passou, qual foi o que mais marcou sua carreira?

Não posso negar que foi o Corinthians. Joguei lá em 2002, mas até hoje corintianos me pedem autógrafo, pedem para eu voltar para o Corinthians. O São Caetano também, onde eu ganhei um título importante para o clube, o Campeonato Paulista, depois de muito tempo sendo vice-campeão. Então essas duas equipes certamente marcaram muito minha carreira.

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