menu hamburguer
imagem topo menu
logo Lance!X
Logo Lance!

Desconhecidos no Brasil, dois 'canarinhos' são grandes em Portugal

Dia 01/03/2016
03:15

  • Matéria
  • Mais Notícias

O torneio com o maior números de brasileiros atuando fora do Brasil começa hoje. Dentre os 126 canarinhos que disputarão a Liga Portuguesa, há nomes famosos como Helton, Jonas, Júlio César e Luisão, porém há dois brasileiros totalmente desconhecidos em terras nacionais que se tornaram grandes ídolos em Portugal.

Após breve passagem pelo Ipatinga (MG), o meia Alan desembarcou na terra de Dom Pedro em 2001. O meia rodou por times do país até chegar ao Braga em 2008, cercado de desconfiança por ter vindo do arquirrival Vitória de Guimarães.

– Eu não queria ter ido. Mas eu era jogador do Porto e haviam me emprestado ao Vitória. Os times brigaram e, por pirraça, o Porto me vendeu ao Braga. Ainda bem! – conta o meia brasileiro, ao LANCE!.

Em 2015, Alan completará sua oitava temporada pelo Braga. Neste caminho, liderou a equipe no vice-campeonato português em 2009/10, carimbando vaga inédita da equipe na Liga dos Campeões. Em 2012/13, o meia foi o herói na inédita conquista da Taça da Liga, quando marcou o gol do título.

– O Alan mudou a história do clube e se tornou o maior ídolo. Pego carona com ele e as pessoas ficam loucas quando o veem, querem abraçar, tirar fotos, agradecer – revela Aderlan, lateral do Braga, ao L!.

Se os braguistas têm um grande brasileiro na história, o Vitória de Guimarães não fica por menos. No Brasil, o goleiro Nilson passou por Náutico e Santa Cruz, mas chegou a Portugal em 2005, após ser visto jogando futevôlei na Praia de Boa Vista (PE) por Jorge Jesus. O treinador do Sporting ficou encantado pelo jogador e o levou a Portugal, onde o goleiro defendeu o Vitória por oito anos, tornando-se capitão e um dos atletas que mais vestiram a camisa do clube.

Após atuar por três anos no Irã, Nilson voltou ao país nesta temporada para defender o Moreirense, e aguarda com ansiedade o reencontro com o Vitória, seu clube de coração, onde é ídolo dos 'adeptos'.

– O Moreirense sabe que o amor que tenho pelo Vitória não vai mudar. É um sentimento estranho, aquela torcida sempre esteve do meu lado, sempre vesti aquela camisa. O coração está mexido – define o goleiro Nilson, ao LANCE!.


BATE-BOLA
Alan, Meia e ídolo do Braga

Como você se tornou ídolo?
Sempre respeitei todos, do faxineiro ao presidente, principalmente a camisa do clube, e me dediquei muito. Corri muito para chegar aqui (risos).

Você marcou dois gols contra o Manchester United em Old Trafford, pela Liga dos Campeões. Foi seu principal jogo?
Foi inesquecível. Fiz os dois, mas tomamos a virada por 3 a 2. Antes do jogo, o Anderson (atual volante do Internacional), que estava no Manchester, me viu e disse que eu marcaria dois gols. Quando marquei, apontei para ele no banco dos caras, quase armei uma baita confusão.

Como é bater de frente com os três grandes de Portugal?
É uma gratificação enorme. Muita gente não acreditava, são poucos que fazem o que fazemos em Portugal. O Braga se mete no meio deles e já levou o nosso nome para fora do país. Quem conhece o futebol português, sabe que agora tem quatro grandes no país.



BATE-BOLA

Nilson - Goleiro do Moreirense

Por que os portugueses levam tantos brasileiros?
Pela qualidade do jogador brasileiro, por mais que exista resistência a estrangeiro. A língua pesa, não ter dificuldade de falar e perceber as coisas. Adapta muito mais rápido. Um brasileiro chega aqui e está a vontade, achamos carne, arroz, feijão.

Por que você não voltou ao Vitória de Guimarães para este ano?
Todo ciclo tem começo e fim. Não fazia sentido me contratarem, futebol se faz com critério, eles já têm goleiro. Quando voltei a Portugal, fui ao Vitória só uma vez, porque amo o clube e fui falar com amigos. Não frequentei a sede para evitar comentário que eu estaria forçando uma volta.

Qual a diferença entre o Vitória e o Moreirense?
No meu time atual, não tem glamour. No Vitória, você mal pode andar na rua. Quando as coisas correm bem, lá eles te carregam no colo. Quem não joga nos grandes, quer o Vitória.

  • Matéria
  • Mais Notícias