Brasileiro que joga pelos EUA sonha com o Botafogo

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A chegada de Loco Abreu no início do ano levou o clube de General Severiano às manchetes internacionais, por conta da fama do uruguaio.
No entanto, tem outro jogador que tenta divulgar o Glorioso pelo mundo através de sua paixão.
Benny Feilhaber nasceu no Brasil e foi criança para os Estados Unidos. Atualmente, ele defende a seleção americana, mas as raízes brasileiras ainda correm fortes por suas veias, principalmente por conta do Botafogo.
O meia do AGF Aarhus, da Dinamarca, não consegue esconder a paixão que tem pelo Glorioso. Mesmo longe, sempre procurou saber das notícias do clube, sofreu com o quase rebaixamento em 2009 e deixa no ar que, se a diretoria o procurar, irá analisar com carinho uma proposta do Botafogo, pois é seu sonho jogar com a camisa alvinegra um dia.
Nome: Benny Feilhaber
Nascimento: 19/01/1985, no Rio de Janeiro (RJ)
Tema: Paixão pelo Botafogo
Sonho: jogar pelo clube
Por que defende os EUA: Foi para lá com seis anos de idade, teve destaque e foi convidado para defender a seleção americana sub-23.
Como ficou conhecido: Ele defendeu os EUA na Copa de 2010 e era o jogador mais utilizado do banco de reservas pelo técnico Bob Bradley. No Brasil, Benny ficou mais conhecido por estar na lista dos jogadores mais bonitos da Copa.
LNET!: Quase 20 anos após deixar o Brasil, você ainda tem um carinho grande pelo Botafogo. Como essa paixão surgiu?
BENNY: Em toda minha vida, sempre fui torcedor do Botafogo. Meu pai sempre foi um fanático pelo clube e segui os passos dele. Sempre tento saber notícias do Botafogo e assistir aos jogos quando consigo achar na internet ou na TV.
LNET!: Você costuma vir ao Brasil com uma certa frequência. Em algumas destas vindas, você conseguiu ir para o estádio ver algum jogo do Botafogo?
BENNY: Não vou há muito tempo. Quando estou no Brasil, geralmente é no fim de ano e não tem jogos nesta época. Estava no Brasil nas finais do Carioca deste ano, mas não consegui ir ao estádio, porque não conseguia andar. (Ele se machucou em fevereiro, durante um treino, na Dinamarca)
LNET!: Você tem acompanhado o atual momento do Botafogo? Como você acompanhou e o que sentiu na luta contra rebaixamento no ano passado?
BENNY: O Botafogo está fazendo uma temporada muito boa. Acho que Joel Santana ajudou a equipe a recuperar a identidade. Será interessante este fim de ano, pois ainda temos uma chance de chegar à Libertadores. No ano passado, foi duro. Nunca é fácil ver seu time nesta batalha, mas foi muito bom vê-lo continuar na elite.
LNET!: Você cresceu nos Estados Unidos, já jogou na Alemanha, na Inglaterra e na Dinamarca. As pessoas nestes países já ouviram falar do Botafogo?
BENNY: Na Europa, ninguém conhece. É claro que digo para todos sobre o Botafogo. Alguns amigos até assistem aos jogos quando estão transmitindo aqui na Dinamarca.
LNET!: Como foi o encontro com o Jefferson, recentemente, no amistoso entre Brasil e EUA? Vocês conversaram muito sobre Botafogo?
BENNY: Foi muito bom. Ele é um rapaz ótimo e foi demais falar com ele sobre o Botafogo. Fico feliz de vê-lo no time, não apenas por ele ser um grande jogador, mas porque é muito profissional nas coisas que faz.
LNET!: Você já disse que não tem problema em enfrentar o Brasil pelos EUA. Você teria algum problema de enfrentar o Botafogo?
BENNY: Acho que seria sensacional jogar contra o Botafogo. Não seria fácil vencer o time que admirei desde criança. Sei que daria tudo neste jogo, porque seria algo que nunca iria esquecer.
LNET!: Você viu a cavadinha do Loco Abreu? Já pensou em bater pênalti da mesma maneira?
BENNY: Já o vi fazendo isso muitas vezes, mas eu nunca bateria um pênalti desta maneira. Acho muito arriscado (risos).
LNET!: Você já disse que sonha defender o Botafogo. Teria a possibilidade de ser emprestado para, de repente, disputar a Libertadores do ano que vem pelo Botafogo, caso a equipe se classifique?
BENNY: Eu adoraria jogar no Botafogo em algum ponto da minha carreira. Não sei se conseguiria ir na próxima temporada, mas, se o Botafogo mostrar interesse em me contratar, iria ver se é possível para mime para o meu time, o AGF. Seria algo muito especial para mim.
LNET!: Mesmo sendo jogador dos Estados Unidos, você tem uma ligação forte com as raízes brasileiras. Hoje você se considera mais americano ou mais brasileiro?
BENNY: Sempre me considerei meio americano, meio brasileiro. Tenho muitas raízes brasileiras e talvez nunca consiga ser um não-brasileiro. Mas cresci amando os Estados Unidos e não tenho dúvidas de que, na minha cabeça, também sou um americano.
LNET!: Como as pessoas te vêem: como americano ou como brasileiro naturalizado americano?
BENNY: Eu jogo na Dinamarca e e todos aqui acham que sou americano, porque é a seleção que defendo. Mas, ao mesmo tempo, eles sabem que sou brasileiro, pois foi aonde desenvolvi minhas habilidades futebolísticas (risos).
Caio nos EUA? Benny aprova
Recentemente, Caio, do Botafogo, recebeu uma carta da Confederação de Futebol dos Estados Unidos para saber sua intenção em defender a seleção americana sub-20. Inicialmente, o jogador rejeitou a proposta, por ainda sonhar jogar pelo Brasil. Benny Feilhaber, por sua vez, respeita a decisão de Caio, mas acredita que o atleta alvinegro deveria reconsiderar sua escolha, pois acha que o atacante pode ser mais produtivo para o país norte-americano.
– Eu acho que o Caio seria um grande jogador para os Estados Unidos. Ele poderia oferecer muitas coisas que são difíceis de se encontrar nos jogadores americanos. Para mim, se ele acredita que tem uma chance legítima na Seleção Brasileira, pode esperar, pois parece que é o país que está no coração dele. Mas, se ele acha que não tem chance, poderia dar aos Estados Unidos uma oportunidade – disse.
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