Aproximação de Dilma a Marin no sorteio é vista como um marco

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A relação que antes era fria e tensa caminha para dias de maior harmonia. Sentados lado a lado no sorteio da Copa das Confederações, a presidente Dilma Rousseff e José Maria Marin, presidente do Comitê Organizador Local da Copa (COL), sinalizaram que as rusgas entre governo e COL vão se dissipando.
Ano passado, durante o sorteio das Eliminatórias, Dilma, por meio de seu cerimonial, mandou avisar que não sentaria ao lado de Ricardo Teixeira, então presidente do Comitê. Na cerimônia, um constrangidíssimo Teixeira teve de ver Dilma ser ladeada por Pelé e Joseph Blatter na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, local do sorteio. Na ocasião, Ricardo implorou por uma audiência privada com a presidente. Todos os pedidos foram negados.
Desta vez, Dilma não fez nenhuma restrição ao protocolo estabelecido pela equipe da Fifa, segundo apurou o LANCE!Net. Fez seu discurso, no qual prometeu "a mais bem organizada e alegre Copa de todos os tempos" e festejou a tradição democrática do país. Na plateia, José Maria Marin, governador de São Paulo nos anos da ditadura, aplaudiu.
A aproximação de todas as esferas envolvidas na organização melhorou após a chegada de Aldo Rebelo ao Ministério do Esporte. O descontentamento de Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, com o ex-ministro Orlando Silva era grande. Rebelo foi um pacificador das relações, inclusive da de Dilma com os membros da Fifa e do COL.
Marin ainda não tem trânsito livre no Palácio do Planalto, mas o gesto presidencial foi visto como "um marco" por uma pessoa muito próxima ao cartola.
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