Analista do Santos, filho de Oswaldo segue os passos e quer ser técnico

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Preocupado com os adversários, o técnico Oswaldo de Oliveira adotou desde o ano passado uma espécie de olheiro. Trata-se do um analista de desempenho, Gabriel Oliveira, seu próprio filho.
Para tal função seria necessário alguém de confiança e que entendesse muito da parte tática. Nada melhor do que alguém que tivesse acompanhado seus passos, mais precisamente há 26 anos.
Gabriel tem função importante. Ele faz uma leitura de todos os adversários do Peixe, assistindo as partidas no estádio, e prepara um vídeo para os jogadores. A apresentação – feita pelo analista e não por Oswaldo – acontece sempre antes do treino da véspera do duelo.
– Nessas palestras eu que converso com os jogadores, mostro o vídeo e passo minhas observações. É bem objetivo, passa o que interessa para o jogador, tem um relatório, as informações e desenvolvemos um trabalho mais detalhado para não ser surpreendido – disse Gabriel, que estreou com o pai no Botafogo.
Formado em Educação Física, ele revela que seu interesse começou quando Oswaldo trabalhava no Qatar, ainda antes de ser treinador. Foi o contato direto com o futebol que fez com que Gabriel quisesse ser um profissional do esporte.
– Isso despertou uma paixão em mim, aprendi muito com meu pai e quando eu tive que decidir eu fiz educação física, porque jogar não dava – comentou dando risadas.
Um sonho que Gabriel não esconde é o de um dia se tornar técnico, como seu pai fez, começando como auxiliar até chegar no comando.
– Estou muito concentrado nesse trabalho e deixo as coisas acontecerem naturalmente. Mas um dia, sim, gostaria de ser treinador – afirmou.
Coincidência ou não, o primeiro trabalho de Oswaldo de Oliveira que ele acompanhou de perto no Brasil, foi no Santos, em 1997, quando seu pai tinha o papel de observador.
Observação vale para contratações
Com a diversidade de jogos assistidos por conta do trabalho, o analista acaba enxergando jogadores que possam interessar ao Santos. Apesar desse não ser seu principal papel, Gabriel afirma que vez ou outra indica um nome para ser avaliado.
– Como eu vejo muitos jogos, eu passo quando tem algum jogador interessante, o Sandro Orlandelli é quem cuida dessa área, e eu passo para ele – disse o analista, que para coletar material tem a ajuda de outros profissionais até da equipe da Santos TV.
Orlandelli é o observador técnico do Peixe, incluindo as categorias de base. Junto com a comissão-técnica, ele avalia as possíveis contratações. Além disso, é responsável por definir um estilo de jogo ao time.
Pelo fato de Oswaldo de Oliveira e seu filho terem chegado em janeiro ao clube, quando negociações estavam em andamento, Gabriel diz que ainda não participou da indicação de nenhum reforço ao Peixe.

Bate-Bola com Gabriel Oliveira, analista de desempenho do Santos, em entrevista ao LANCE!Net:
Como e quando você decidiu ser analista de desempenho?
Logo que eu nasci fui morar no Catar, e eu acompanhava os treinamentos e gostava. Isso despertou uma paixão em mim. Depois fiz alguns estágios na base do Fluminense, do Flamengo, e quando meu pai voltou do Japão eu estava praticamente preparado para ajudar, e ele me convidou.
Qual foi a sensação de receber um convite dele para trabalhar?
Só dele ter vindo para o Botafogo já fiquei feliz, e quando ele me chamou eu passei a realizar um sonho. Fui bem recebido lá, às vezes as pessoas tem preconceito por ser filho do treinador, mas não, fui bem recebido e aprendi muito. Para mim era novidade estar ali, mas aprendi com as pessoas que estão nisso há muito tempo. Me identifiquei com análise de desempenho.
Qual seu time do coração?
Santos (risos). Eu perdi muito cedo essa coisa de clube, e mudava toda hora de time por causa do meu pai, que trabalhou em alguns aqui no Brasil e fora também. Então não tenho um.
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