Agora em cargo diplomático, ex-judoca vai para Paris

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Medalhista olímpico e mundial, Carlos Honorato integra a Seleção Brasileiro no Mundial de Judô de Paris (FRA) em um função diferente. Acostumado a grandes lutas no tatame, desta vez o paulista está fora da área de combate, mas ainda assim representa o país.
Honorato foi convidado pela Confederação Brasileira (CBJ) para ser o embaixador dos Mundiais que o Brasil sediará nos próximos anos: de 2012 (por equipes e de veteranos, em Salvador) e 2013 (adulto, no Rio de Janeiro) - o Mundial adulto de 2015 também ocorrerá no país, em São Paulo.
O "contrato" de embaixador é informal, sem remuneração, e a ideia de trazê-lo a Paris partiu do presidente da CBJ, Paulo Wanderley.
- A CBJ quis dar um toque mais atlético aos Mundiais de 2012 e 2013. Minha intenção, como embaixador, é promover o evento perante os países associados à Federação Internacional, e tentar trazer o máximo de participantes no Mundial do Rio de 2013 - disse o judoca, de 36 anos.
Na edição de 2007, também realizada no Rio, houve participação de judocas de 132 países. Honorato ainda compete como judoca, mas apenas em circuito nacional. Disputa, por exemplo, os Jogos Abertos do Interior paulista por Pindamonhangaba. Dos torneios internacionais, já se aposentou.
Vice-campeão olímpico em Sydney-2000 no peso médio (até 90kg), ele também tem investido na carreira de técnico. Mora em Santos e trabalha, entre outras atividades, como sensei no projeto "Educando para a Vida", do também medalhista - de ouro - olímpico Rogério Sampaio.
Saudades do tatame? Sinceramente, ele não tem. Agora como espectador em Paris, ele tem apenas desfrutado.
- Não tenho mais vontade de competir internacionalmente, esta fase já passou. Se eu estivesse em forma, preparado, até daria uma vontade. Mas, como estou quase sem treinar, não dá - concluiu.
Torcida por noiva e amparo a jornalistas
Carlos Honorato é noivo da judoca Maria Suellen Altheman, da categoria pesado (acima de 78kg), que competirá no Mundial de Paris no sábado. Embora tenha um lado amoroso na previsão, ele garante que é justa. Para o medalhista olímpico, Maria tem boas chances de ir ao pódio.
- Ela está bem treinada e confiante. Eu falo com ela diariamente, mas é preciso saber como tratar. Qualquer palavra errada por atrapalhar na preparação - disse.
Além de torcedor e embaixador, Honorato também tem desempenhado um papel de comentarista para os jornalistas brasileiros que cobrem o evento. Ele esclarece golpes, regras, resultados e faz previsões.
Perfil
Carlos Eduardo Honorato
Nasceu em 9/11/1974, em São Paulo
Brilhou na categoria médio (até 90kg): foi prata nos Jogos de Sydney-2000, bronze no Mundial de Osaka-2003 e bronze no Pan de Santo Domingo-2003.
Atualmente, concilia as funções de técnico, em Santos, e de judoca que representa Pindamonhangaba (SP).
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