Atletas da Ginástica Artística Masculina disputam as finais neste domingo

Brasil contou os últimos pontos dos EUA sob tensão, mas garantiu o ouro em Lima (Foto: Ricardo Bufolin/CBG)

LANCE!
29/07/2019
01:10
Lima (PER)

A tensão já havia invadido a madrugada quando o Brasil garantiu a medalha de ouro na ginástica artística pelos Jogos Pan-Americanos de Lima. Na noite deste domingo, a equipe se saiu muito bem nas disputas da primeira subdivisão e alcançou 250.450 pontos mais 12 vagas nas finais individuais. Com o resultado, o Time Brasil de ginástica superou duas potências na modalidade: Estados Unidos, que levaram a prata com 249,400 pontos, e Canadá, terceiro colocado, com 246,725 pontos.

Recepcionado pela torcida calorosa, Luis Porto iniciou a noite de competição para o Brasil nas barras paralelas com nota 13.050. Na sequência, Arthur Nory fez uma performance confiante e anotou 14.300. Caio Souza foi o terceiro e obteve 14.850, a maior pontuação da modalidade. Chico Barretto encerrou a disputa com uma comemorada nota 14.000, que garantiu ao Brasil 43.150 no somatório geral e a liderança da classificação.

Responsável por abrir as apresentações da barra fixa, que é o aparelho forte da equipe, Luis fez uma série simples e conseguiu apenas 11.500 pontos. Segundo a se apresentar, Nory sofreu queda por conta de problemas na barra, mas foi muito bem na repetição da série, garantindo 14.400. Antes, Caio conseguiu 13.850 com performance regular e, mesmo cometendo falha na apresentação, o finalista olímpico Chico Barretto fechou com 14.050 . O resultado garantiu o Brasil no topo da classificação, com mais 42.300 pontos.

A equipe iniciou confiante a disputa no solo. Luís foi o primeiro e conseguiu 13.450 pontos. Caio ousou mais na série e acabou sofrendo queda na segunda acrobacia. Ainda assim, o atleta anotou 12.700. Nory também teve uma pequena falha na aterrissagem, mas conseguiu se recuperar e recebeu 13.750. Muito aplaudido, Zanetti arriscou no solo e recebeu 13.650 pontos. Com isso, o Brasil encerrou a disputa no aparelho com 40,850 pontos.

Considerada a modalidade mais complicada para o time, o cavalo de alças não rendeu boas notas. Novamente, Luis puxou a equipe com 12.550 pontos. Nory sentiu mais dificuldade no aparelho e quase caiu, mas conseguiu tirar 12.250. Caio também teve problemas ao perder velocidade no decorrer da disputa e sofreu queda, mas concluiu com 11.800. Chico Barretto foi o melhor no aparelho e anotou 13.950. Apesar dos deslizes, o Brasil se manteve na liderança com 165.050 pontos.

Nas argolas, Luis Porto se desequilibrou e ficou com 13.000. Na sequência, Nory se saiu melhor e garantiu 13.250. Contando com o apoio da mãe, que assistia da arquibancada, Caio cometeu menos erros e recebeu 13.800. Na sequência, as atenções voltaram para o campeão olímpico Arthur Zanetti, que fez a torcida explodir em comemoração ao confirmar seu favoritismo com uma bela apresentação que rendeu nota 15.000.

O Brasil encerrou as disputas da noite no salto. Nory abriu as apresentações com nota 14.250. Segundo a se apresentar, Caio realizou uma boa sequência e garantiu 14.550. Zanetti também se saiu bem e anotou 14.200 pontos. Luis fechou as apresentações da equipe com chave de ouro e recebeu 14.300 em seu segundo salto. Os resultados garantiram o Brasil no topo da classificação geral, com 250.450 pontos, seguido por Estados Unidos e Canadá.

Finais individuais:
Individual geral - Arthur Nory e Caio Souza
Solo - Arthur Nory e Arthur Zanetti
Cavalo com alças - Francisco Barretto
Argolas - Arthur Zanetti e Caio Souza
Salto - Luis Guilherme Porto
Barras paralelas - Caio Souza e Arthur Nory
Barra fixa - Arthur Nory e Francisco Barretto