Por onde anda Cleisson, ex-meia do Cruzeiro?
Campeão pelo Cruzeiro, Cleisson virou técnico após pendurar as chuteiras

Cleisson Edson Assunção, mais conhecido como Cleisson, nasceu em 13 de março de 1972, em Belo Horizonte. Começou no futebol amador, atuando como atacante no tradicional clube Santa Tereza, da capital mineira. Seu talento chamou atenção do Cruzeiro, que o levou para a base no início da década de 1990. O Lance! te conta por onde anda Cleisson.
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No profissional, estreou em 1992, mas foi em 1993 que se destacou de fato. Atuando mais avançado, Cleisson foi o artilheiro do Cruzeiro na conquista da Copa do Brasil, com seis gols. Sua movimentação, presença de área e faro de gol o colocaram entre as principais promessas do futebol mineiro naquele momento. Ainda em 1993, foi emprestado ao Belenenses, de Portugal, por uma curta temporada.
De volta ao Cruzeiro em 1994, seguiu sendo peça útil no elenco e esteve presente em campanhas importantes. Foi bicampeão da Copa do Brasil e também levantou títulos estaduais. Mas o ponto mais alto da passagem de Cleisson pelo clube veio em 1997, quando fez parte do elenco campeão da Taça Libertadores da América, um dos momentos mais marcantes da história cruzeirense.
Mudança de posição e passagem polêmica pelo Flamengo
Ainda em 1997, Cleisson foi contratado pelo Flamengo. No Rubro-Negro, passou a atuar mais recuado, como segundo volante. Sua adaptação à nova função foi técnica, mas cercada de controvérsias. Com estilo de jogo firme e declarações polêmicas, tornou-se um personagem de forte rejeição por parte da torcida rival. Em enquete feita pela revista Placar na época, foi eleito o "jogador mais odiado do Brasil" pelos próprios atletas.
Apesar das críticas fora de campo, teve passagens relevantes por clubes grandes e médios. Jogou também no Grêmio, onde teve papel discreto, e depois passou a atuar no Atlético-MG, maior rival de seu clube formador. No Galo, atuou entre 2000 e 2003, sendo um dos jogadores mais utilizados no meio-campo durante esse período.
Durante a Libertadores de 2000, protagonizou um episódio controverso ao cuspir no ex-zagueiro Adílson Batista, durante confronto contra o Corinthians. A imagem repercutiu na imprensa e reforçou o estigma de jogador polêmico.
Rodagem por clubes e fim da carreira no Fortaleza
Depois do Atlético-MG, Cleisson seguiu uma trajetória itinerante pelo futebol brasileiro. Defendeu Brasiliense, Sport Recife, Náutico, além de uma breve experiência no exterior com o Pogon Szczecin, da Polônia. Também vestiu as camisas de Portuguesa, Santa Cruz, Caxias, Gama, Ceará, América de Natal e, por fim, o Fortaleza.
Foi no clube cearense que encerrou sua trajetória como jogador, em 2009. Chegou durante o estadual e rapidamente se destacou, marcando gols e sendo decisivo na campanha do tricampeonato cearense. Disputou 13 partidas com a camisa tricolor e balançou as redes quatro vezes — três pelo estadual e uma na Série B do Brasileirão. Ao final de julho daquele ano, anunciou oficialmente sua aposentadoria dos gramados, aos 37 anos.
Por onde anda Cleisson?
Após encerrar a carreira como jogador, Cleisson deu início a uma nova trajetória como treinador de futebol. Seu primeiro trabalho como técnico foi em 2012, no comando do Guarany de Sobral, no interior do Ceará. Desde então, tem buscado se firmar na nova função, com passagens por clubes de menor expressão.
Longe dos holofotes e dos grandes centros, Cleisson se manteve ligado ao esporte, seja como treinador, seja em projetos regionais de desenvolvimento de atletas. Apesar da carreira marcada por altos e baixos, seu nome é lembrado com carinho por torcedores do Cruzeiro, onde teve seus melhores momentos, e com respeito por sua entrega em campo, mesmo nas passagens polêmicas por outras equipes.
Clubes em que Cleisson atuou
- Cruzeiro
- Belenenses (Portugal)
- Vitória
- Flamengo
- Grêmio
- Atlético-MG
- Brasiliense
- Sport Recife
- Náutico
- Pogon Szczecin (Polônia)
- Portuguesa
- Santa Cruz
- Caxias
- Gama
- Ceará
- América de Natal
- Fortaleza
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