Rogério Lourenço

Rogério Lourenço foi jogador e treinador do Flamengo (Foto: Divulgação/Flamengo)

João Marcos Santana e Matheus Costa*
09/09/2020
20:09
Rio de Janeiro (RJ)

Membro de uma das gerações mais talentosas da história do Flamengo, o ex-zagueiro Rogério Lourenço foi convidado do 'De Casa com o LANCE!' nesta quarta-feira. Hoje treinador, o ex-jogador foi revelado junto a inúmeros nomes que fizeram história no futebol brasileiro, tais como Djalminha, Marcelinho Carioca, Paulo Nunes e Júnior Baiano. Entretanto, não foi pelo rubro-negro que estes tiveram sucesso, já que todos saíram de forma muito precipitada do clube da Gávea.

Lourenço comentou sobre a geração que poderia ter rendido muitos frutos ao clube, já que todos atuavam juntos desde os 14 anos de idade. Ele relembrou como foi esse processo de transição e afirmou que o grupo de amigos chegou a ser considerado como uma 'panela' por veteranos do elenco.

- Muitos consideram essa geração, depois da geração do Zico, a melhor que o Flamengo já teve. Era um time inteiro, não eram três ou quatro. Todos tinham a mesma idade, desde os 13 anos todo mundo já jogava junto. Djalminha, Paulo Nunes, Marcelinho, Júnior Baiano chegou um pouco depois, Nélio... enfim. Era um time inteiro e todo mundo foi subindo junto. A gente tinha uma personalidade muito forte. Jogar no time profissional do Flamengo naquela ocasião e jogar no Sub15, pra gente era a mesma coisa. A gente não tinha diferença. Pelo fato de sermos muito amigos, se confundia com panela. Muitos jogadores da equipe principal, já rodados, falavam 'que a molecada era uma grande panela'. A gente tinha 20 anos, não sabíamos nem o que era panela - afirmou.

Hoje treinador, Rogério explicou o motivo da falta de títulos conquistados por essa geração com a camisa do Flamengo, e lembrou que todos foram negociados pelo clube antes dos 23 anos. Para ele, o grande responsável foi o então presidente Luís Augusto Veloso.

- O grande fator (pela falta de frutos) foi a gestão do Flamengo, na ocasião pelo presidente (Luís Augusto) Veloso. Ele não soube cuidar bem dessa geração, sabendo que essa geração poderia gerar frutos ao Flamengo no futuro. Ninguém saiu com mais de 23 anos. A geração do Zico, que foi campeã do mundo, a rapaziada tinha uma média de 27, 28 anos. Do nosso grupo, ninguém saiu com mais de 23 anos. Consequentemente, a maioria conseguiu estourar em outras equipes quando chegou no auge. (...) Eu acho que isso era uma prática muito comum na década de 90: vender um jogador muito barato para pagar um mês de salários. Esse foi o maior erro que o Flamengo teve com essa geração - completou.

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*Estagiários, sob supervisão de Tadeu Rocha.