Cartolouco

Lucas Strabko, o Cartolouco, era o 'rosto' do fantasy game da emissora (Foto: Reprodução/Instagram)

LANCE!
29/06/2020
22:30
Rio de Janeiro (RJ) 

Demitido da Globo em abril deste ano, o jornalista Lucas Strabko, conhecido como 'Cartolouco', comentou sobre a sua saída da emissora pela primeira vez. Em entrevista ao canal Pilhado, do também jornalista e ex-repórter da Globo, Thiago Asmar, no YouTube, ele fez duras críticas ao conservadorismo dos chefes da emissora. 

Em quatro anos de Globo, 'Cartolouco' colecionou polêmicas. No programa 'É Gol', do SporTV, foi duramente criticado por torcedores de diversos times. Após ficar um período na 'geladeira', voltou a polemizar quando fez uma guerra de álcool em gel na redação durante uma entrada ao vivo de uma repórter no programa 'Redação SporTV'. Mas a demissão ocorreu após viralizar nas redes sociais com uma foto pelado no banheiro. 

- Eles cansaram. Fiz muita m****. Teve a história do Fluminense, Fortaleza... Na época de 'É Gol' fui o apresentador mais novo da história do SporTV, era muito novo e imaturo. Em 2019 passei limpo. Em 2020 teve o problema do álcool em gel. O problema é que a Globo é muito conservadora ainda. Ela não entendeu que a internet é livre. O vídeo que deu m**** mesmo eu estava na privada pelado, mas estava coberto. Era o desafio do papel higiênico (que viralizou no começo da pandemia) e eu falei que o papel higiênico era para limpar a bunda, não fazer embaixadinhas. Foi para conscientizar. O problema é que a Globo ainda é fechada para a internet - comentou 'Cartolouco', que também criticou a falta de liberdade para produzir conteúdos. 

- Faltam pessoas para inovar e ter coragem de fazer (os projetos). Juntando São Paulo e Rio, tem 60 repórteres, e são quase todos iguais para fazer a mesma coisa. E quantos 'Cartoloucos' tinham? Um. Só tinha eu. A Globo peca muito em pensar que o mundo ainda está nos anos 80 e eles dominam tudo. E não é mais assim, as coisas mudaram - afirmou o jornalista, que condenou a panela na direção. 

- Existe uma panela. As pessoas se fecham e se defendem. Existe, sim, uma panelinha. Isso é ruim para a empresa e para eles mesmo. Se fosse algo mais aberto, todos tomando decisões, as coisas poderiam ser diferentes lá dentro, com coisas mais inovadoras. Mas tem panelinha, sim - finalizou.