Fred - Fluminense x Goiás

Fred foi titular nas três partidas em que o Fluminense estava desfalcado (Foto: Lucas Merçon/Fluminense FC)

Luiza Sá
09/10/2020
06:00
Rio de Janeiro (RJ)

A maratona de partidas desde o retorno das competições após a paralisação impôs uma série de dificuldades para os times. Uma das maiores tem sido lidar com desfalques em uma sequência tão dura. No Fluminense, além das lesões, o técnico Odair Hellmann também precisou superar um cenário ainda mais complicado. Em dez dias, realizou três jogos com dez desfalques causados por um surto de Covid-19 dentro do elenco tricolor. No entanto, o saldo foi positivo, com duas vitórias, um empate e nove gols marcados.


Alguns nomes importantes ficaram fora da equipe. Entre os que eram titulares e testaram positivo no dia 26 de setembro, Calegari, Luccas Claro e Luiz Henrique. Dos, até então, reservas, André, Marcos Paulo, Martinelli, Nascimento e Luan. Posteriormente, no dia 30, Paulo Henrique Ganso foi mais um a entrar na lista de baixas. Ele ainda entrou no jogo contra o Coritiba, vencido por 4 a 0 pelo Flu, mas perdeu as duas partidas seguintes e ainda não estará disponível contra o Bahia, no domingo, pela 15ª rodada.

O que sofreu mais alterações durante essas rodadas foi o banco de reservas. Nomes como Wisney, Daniel, Christian - que ganharam oportunidades -, Higor e Denilson foram novidades. Todos foram puxados do sub-23 para completar a lista de suplentes. No time titular, os maiores beneficiados foram Fred e Danilo Barcelos. Os dois não vinham sendo titulares, mas começaram as três partidas e devem permanecer nas posições. No caso do lateral, ele desbancou Egídio, que foi para a reserva. Já o atacante, enfim, ganha a sequência no time.

Outros que apareceram com frequência nas escolhas iniciais de Odair foram Igor Julião, reserva imediato de Calegari e que oscilou, mas não foi tão mal, e Fernando Pacheco. O peruano ganhou a vaga após a lesão de Wellington Silva, mas ainda não aproveitou a oportunidade. Contra o Goiás, deu lugar a Caio Paulista, que entrou e deu a assistência para Fred marcar. Nomes como Nenê, Michel Araújo, Dodi e Hudson seguiram sem maiores alterações na equipe.

A zaga é um dos setores que mais sofrem alterações nesta temporada. Nino retomou a vaga de titular com a lesão de Digão. O veterano retornou a tempo de substituir Matheus Ferraz, que iniciou contra Coritiba e Botafogo, mas se machucou. Dentre os reservas, Felippe Cardoso já vinha sendo testado por Odair e seguiu entrando em todas as partidas. Yago Felipe é outro atleta frequentemente acionado pelo treinador e presença constante na segunda etapa, mas foi escolhido para iniciar contra o Goiás pela suspensão de Michel Araújo. Caio Paulista entrou em duas partidas, ambas após a lesão de Wellington Silva.

Antes dos três jogos, o Fluminense era o nono colocado no Campeonato Brasileiro, recém eliminado da Copa do Brasil pelo Atlético-GO e apenas o 11º melhor ataque da competição. Agora, é o sexto e tem o segundo melohor ataque, atrás apenas do líder Atlético-MG. Ao mesmo tempo que cabe citar a fragilidade de três adversários que brigam contra o rebaixamento, também é preciso observar o impacto dos desfalques.

O Fluminense volta a campo no domingo, pela 15ª rodada do Brasileirão e recebe o Bahia, no Maracanã. Para este jogo, às 16h, Odair Hellmann terá nove atletas recuperados da Covid-19 de volta. O único que fica fora é Ganso, que completa o período de quarentena apenas na sexta-feira e teria pouco tempo para retornar aos treinos. Michel Araújo volta de suspensão, enquanto Matheus Ferraz, com dores na coxa esquerda, Wellington Silva, com lesão na coxa esquerda, e Yuri, ainda em transição para o campo, continuam fora.