Unión La Calera x Flamengo - Gabi e Bruno Viana

Gabi, autor de um dos gols, e Bruno Viana, que falhou contra o La Calera (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)

Matheus Dantas
12/05/2021
09:00
Rio de Janeiro (RJ)

O empate em 2 a 2 no Chile, nesta terça, expôs dois lados já conhecidos do atual Flamengo: a fragilidade defensiva, que permitiu o La Calera abrir 2 a 0, aproveitando falhas individuais, e o poderio ofensivo, que manteve a equipe invicta no Grupo G da Libertadores e muito próxima da classificação para as oitavas de final. Se elogiou o poder de reação e o número de chances criadas na partida, mesmo em noite pouco inspirada dos principais nomes, Rogério Ceni não escondeu o incômodo com o fato da defesa ser vazada "todo jogos".


- Sofremos 15, mas marcamos mais de 30 (gols nos últimos jogos*). Precisamos melhorar o fato de sofrer gol todos os jogos, mas temos que olhar que estamos sempre marcando e correndo atrás de mais gols - afirmou o treinador no Chile.

*Nota da redação: na atual temporada, o Flamengo disputou 12 jogos com o grupo principal e foi vazado em 10. Sofreu 17 gols e marcou 34. Em quatro rodadas da fase de grupos da Libertadores, com 12 gols pró e sete gols contra.

> Confira a classificação e as próximas rodadas do Grupo G da Libertadores!

Individualmente, o setor ofensivo do Flamengo não viveu grande noite em La Calera. Bruno Henrique, Arrascaeta, Everton Ribeiro... Todos estiveram abaixo do que podem oferecer ao time, mas os gols sofridos logo no início e a postura do rival levaram a equipe de Rogério Ceni ter o campo e a bola a partir dos 20 minutos da etapa inicial. As chances foram criadas, apesar da pouca inspiração.

Rogério Ceni: 'Eu aprendi a jogar de uma maneira para vencer jogos. Não vou fazer loucuras, mas o 2 a 2 não nos interessava.'

O Flamengo terminou o confronto com 60% da posse de bola, 11 finalizações contra seis do La Calera e 389 passes trocados a mais do que o adversário. Em campo, encerrou o jogo com a zaga formada por Filipe Luís e Arão, três meias e três atacantes, mas não chegou à vitória.

Ceni explicou que o 2 a 2 não interessava ao Flamengo, por isso lançou o time ao ataque, sacando João Gomes e acionando Pedro, por exemplo, mas não fez "loucuras". Por outro lado, a preocupação do técnico com os gols sofridos já é visando as fases mais agudas, em que um gol podem definir a classificação.

- - Quando chegar em um mata-mata, cometer erros primários vai pesar muito. Mesmo em uma final de Estadual. Espero que a gente consiga entrar mais concentrado - afirmou Rogério Ceni, após o 2 a 2 no Chile, antes de completar:

- Tivemos o controle, as finalizações, jogamos ofensivamente, pressionamos. O saldo é que temos que corrigir detalhes defensivos e ter concentração para não cometer erros. Ofensivamente estamos bem. O que não podemos é dar gols para os adversários. Que eles sofram um pouco mais - finalizou o treinador.