Keno teve uma noite especial, com três gols pela segunda vez seguida e ainda marcando o gol 2000 do Galo na história do Brasiileiro

(Bruno Cantini/Atlético-MG)

Fabio Chiorino e Rodrigo Borges
30/09/2020
07:15
São Paulo (SP)

O atacante Keno, destaque do Atlético-MG e do Campeonato Brasileiro até agora, rebateu ontem a fala de Renato Portaluppi, técnico do Grêmio, que, após a derrota para o Galo na última rodada, disse que o rival tinha a obrigação de vencer o torneio nacional, já que não disputa mais nenhuma outra competição na temporada.

O artilheiro, como é de praxe, listou outros concorrentes ao título. A afirmação de Renato pode soar como provocação, mas tem fundamento. A agenda mais livre numa temporada bruscamente interrompida pela pandemia pode ser determinante para definir o Brasileirão. Times como Flamengo, Internacional e Palmeiras, que brigam na parte de cima da tabela, já sentem os efeitos das viagens para outros países e, em algum momento, precisarão dosar o elenco em semanas decisivas.

Se o Rubro-Negro era apontado como o maior favorito, a mudança de técnico, o surto de coronavírus e polêmicas extracampo abriram caminho para outros postulantes. O Atlético investiu alto, mais de R$ 129 milhões em reforços, e trouxe Jorge Sampaoli, um dos técnicos mais badalados no futebol brasileiro.

As eliminações precoces contra Unión Santa Fé, na Sul-Americana, e contra o Afogados, pela Copa do Brasil, mostraram um Galo ainda em formação, algo natural após a mudança brusca de filosofia. Hoje, Sampaoli tem um esquema mais bem definido, ainda que continue pedindo à diretoria mais opções no elenco.

É estranho criar a obrigatoriedade de título a quem venceu apenas a primeira edição do maior torneio do Brasil. Mas quebrar este tabu já não parece mais uma ilusão. O Atlético tem a faca e o queijo minas na mão.

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