icons.title signature.placeholder Thiago Ferri
26/06/2014
16:07

Sem chances no Palmeiras, Luis Felipe foi vendido a um grupo de empresários por cerca de R$ 3 milhões. O jogador agora deverá ser repassado para o Benfica (POR), clube com o qual estava acertado no ano passado - a transferência para Portugal não aconteceu antes porque o jogador foi derrotado na Justiça pelo Alviverde, e vinha treinando separado do elenco.

Desde o início da semana a imprensa portuguesa coloca o jogador "a detalhes" de ser anunciado pelo Benfica, mas tanto pessoas ligadas ao Palmeiras quanto o estafe do jogador disseram não saber de negociações. Quem o comprará será a Elenko Sports, grupo cuida de sua carreira. Ainda assim, o agente do jogador e membro da empresa, Guilherme Miranda, negou a possibilidade de transferência. Segundo ele, o jogador ficaria no Verdão até o fim do ano.

- Conversas informais tiveram, mas não eram pessoas do clube (Benfica), e tem muito aventureiro neste meio. Assim dá para dizer que até o Barcelona procurou o menino, mas por enquanto não tem nada. A menos que eu esteja sendo passado para trás - falou, cerca de duas horas antes do acordo ser anunciado.

Aos 22 anos de idade, o jogador tinha contrato com o Verdão até dezembro, graças à vitória do clube sobre o jogador na Justiça do Trabalho. Ano passado, o lateral acertou a renovação de seu vínculo até o fim deste ano (vencia em março), mas um erro na ficha de inscrição na Federação Paulista na verdade "encurtou" o acordo para dezembro de 2013.


Quando foi chamado para assinar o documento com a data correta, o atleta pediu um grande aumento e entrou em rota de colisão com a diretoria do Verdão. Naquele mesmo ano, por meio de seu agente, foi até oferecido ao rival São Paulo, que não quis o lateral.

Para não perder Luis Felipe, que já tinha tudo certo com o Benfica (POR) no fim do ano passado, tendo até realizado exames médicos pelo clube português, o Palmeiras o processou, e durante o imbróglio, a FPF validou o acordo até o fim deste ano, entendendo o erro na inscrição. Por isto, a Justiça decidiu extinguir a ação, que manteve o atleta como palmeirense.

Mesmo assim, ele não foi mais utilizado e vinha treinando em horários diferentes do grupo. Durante os trabalhos em Atibaia (SP), ele ficou em São Paulo (SP) trabalhando com os não-relacionados. O jogador foi titular durante boa parte da campanha na Série B e se destacou durante a campanha do título palmeirense. No total, a cria da base fez 32 jogos pelos profissionais e marcou uma vez.