icons.title signature.placeholder Paulo Victor Reis
15/04/2014
22:17

A péssima fase do Botafogo dentro e fora de campo reflete cada vez mais na política do clube. Em reunião extraordinária convocada pelo Conselho Deliberativo do clube, na noite desta terça-feira, no ginásio de General Severiano, os ânimos se exaltaram e, no fim da sessão, o oposicionista Antonio Carlos Mantuano agrediu o vice-presidente geral, Paulo Mendes, com um caderno, derrubando os óculos de Mendes no chão.

Mantuano é um dos pré-candidatos à presidência do Glorioso e foi vice-presidente geral na primeira gestão de Mauricio Assumpção, entre 2009 e 2011.

- Fui cobrar ao Chico Fonseca o fato de não ter ido ninguém da diretoria naquele jogo tão importante contra o San Lorenzo. O vice geral (Paulo Mendes) mandou eu falar baixo. Aí aconteceu - defendeu-se Mantuano, que foi apoiado por alguns conselheiros.

Mantuano e Mendes foram separados após confusão (Foto: Paulo Victor Reis/LANCE!Press)

O objetivo da sessão era discutir as obras no campo de General Severiano - que passará a abrigar quadras de grama sintética e começaram a ser feitas sem nenhuma votação. Na reunião, o presidente Mauricio Assumpção anunciou que o contrato com duas empresas que estavam modificando o gramado da sede alvinegra foi rescindido. Agora, o clube tomará conta das obras e custeará as mudanças. O fim do contrato, que será formalizado em cerca de dez dias.

A oposição também entrou com uma ação na Justiça exigindo explicações da diretoria sobre as obras em General e sobre o contrato feito para tocar a obra. Os opositores se mostraram contrários a possibilidade do Botafogo ter de arcar com os custos da rescisão do contrato. Há quem cobre até que o presidente Mauricio Assumção pague os gastos do próprio bolso.

- Essa decisão cabe ao Conselho. O trator entrou no campo e isso é dano ao patrimônio. Foi destruído sem autorização. A simples rescisão não é suficiente. Não existe projeto. Sugiro a paralisação - disse Carlos Eduardo Pereira, do grupo Mais Botafogo, de oposição, e um dos pré-candidatos à presidência do Botafogo nas eleições de novembro.

Na reunião, oposicionistas voltaram a criticar a adminstração de Mauricio Assumpção, a exemplo da reunião do Conselho no dia 25 de março. Na ocasião, Mauricio discutiu asperamente com Carlos Eduardo Pereira, como noticiou na época o LANCE!Net e o grupo Botafogo Sem Medo.

Conselheiros influentes como Manoel Renha, Cláudio Good - também pré-candidato - e o próprio Carlos Eduardo, questionaram as obras. O conselheiro André Barros foi muito aplaudido a dizer que o Botafogo vai virar o Aterro do Flamengo se alugar a sede para a prática de futebol society. 

A oposição queria aproveitar que o assunto estava em pauta para votar sobre o que deve realmente ser feito em General Severiano, já que muitos são contra as obras no local por se tratar de uma sede histórica. Porém, o presidente do Conselho Deliberativo, José Luiz Rolim, negou a votação e afirmou que outra reunião precisa ser convocada para realizar a votação, o que gerou revolta de muitos dos presentes.