icons.title signature.placeholder Serviço de Atendimento ao Torcedor
28/11/2013
21:39

Ao longo desta quinta-feira, o Serviço de Atendimento ao Torcedor (SAT) do LANCE!Net, continuou recebendo reclamações de torcedores que enfrentaram transtornos para conseguirem acompanhar a final da Copa do Brasil, na noite de quarta-feira, no Maracanã. Como a reportagem do L! já havia noticiado, muitos torcedores relataram problemas na entrada do estádio e também em seu entorno. Tumulto para acessar o Maracanã e a liberação total dos portões, para quaisquer torcedores, inclusive, os que não possuíam ingressos, foram algumas das queixas.

- Comprei ingresso pelo programa sócio-torcedor do Flamengo. Cheguei ao Maracanã no intervalo para assistir a etapa final da partida e, sem maiores explicações, fui impedido de entrar no estádio, com a alegação de que, por motivos de segurança, os portões estavam fechados e que eu não entraria. Triste não poder ver o seu time de coração ser campeão por conta de uma arbitrariedade. Depois fui saber que a bagunça imperou e que muitos torcedores entraram até mesmo gratuitamente no tumulto - lamentou o estudante Bruno Coutinho

Em comunicado oficial, o Complexo Maracanã informou que o fechamento dos portões do estádio se deu por conta da invasão de um grupo de torcedores a um dos acessos destinados à torcida do Flamengo:

"Um grupo de torcedores, muitos deles portadores de ingresso, invadiu o acesso E destinado à torcida do Flamengo por volta das 21h30, nesta quarta-feira, momentos antes da partida final da Copa do Brasil diante do Atlético-PR, no Maracanã. O Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe) e a Polícia Militar prontamente foram acionados para controlar a situação. Após outras tentativas de invasões, em outros acessos, por determinação do GEPE, os portões do estádio foram fechados aos 38 minutos do primeiro tempo por questões de segurança."


Procurado pela reportagem do LANCE!Net, o Coronel Fiorentini, do GEPE, informou que a abertura total e posteriormente o fechamento dos portões, ainda no primeiro tempo da partida, foi uma medida tomada para preservar a própria segurança dos dos torcedores. Segundo ele, o sistema de liberação dos ingressos nas catracas é lento e falho, gerando o acúmulo de pessoas no local.

- Muitas vezes é o cartão do torcedor que não passa. Ele chega nas catracas e dá como inválido. Como o torcedor já está lá na frente e não quer sair, vem um funcionário tentar resolver o problema e, com isso, vai acumulando o número de pessoas no local. E, quando não ocorre problema com a identificação dos ingressos, é o sistema de leitura das entradas, que é extremamente lento - disse o Coronel, que temia por um esmagamento das pessoas nas catracas.

Outro ponto alvo de muitas reclamações foi a ação dos policiais a um grupo de torcedores que acompanhava a chegada do ônibus do Flamengo no estádio. Relatos de uso de gás de pimenta por parte da polícia foram comunicados ao SAT.

- Com a chegada do ônibus da delegação ao Maracanã, torcedores do Flamengo correram em direção ao veículo para saudar os jogadores, mas foram recebidos por alguns policiais militares com spray de pimenta, o que irritou muita gente. Ali só havia torcedores do Flamengo, incluindo idosos e deficientes - disse o torcedor Farlei Vieira.

A polícia informou que a operação foi para reprimir torcedores que impediam o veículo do Flamengo de prosseguir o trajeto até o interior do estádio.

- Desde cedo já havia torcedores para fazer festa - o que é completamente louvável - o problema é que temos de fechar a Radial Oeste, então, quanto mais tempo o veículo demorar para entrar mais tempo o trânsito da via ficará impedido. Os torcedores se exaltaram muito quando avistaram o ônibus. Alguns insistiam em não sair do local. O gás de pimenta acabou sendo usado, infelizmente. Para não utilizarmos da força bruta, tivemos de usar esse tipo de artifício extremamente inconveniente - lamentou o Coronel Fiorentini.