icons.title signature.placeholder Marcello Vieira
18/03/2014
07:18

Em declaração recente, Renato Gaúcho assumiu que se considera um treinador ousado e que não tem medo de colocar o time para o ataque em busca das vitórias. O comandante tricolor não gosta de perder por omissão. Discurso que pode ser considerado raro no futebol contemporâneo. Entretanto, a prática recente tem mostrado um Renato sensivelmente diferente.

No clássico deste domingo, contra o Vasco, o técnico poderia ter colocado o Fluminense no ataque, mas preferiu uma tática com três volantes. Prudência que também aparece quando evita escalar Walter como titular ao lado de Fred para não expor o time em demasia, mesmo com a dupla de centroavantes mostrando que pode ser mais efetiva que as outras alternativas.

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O camisa 9 marcou três gols nos últimos três jogos e dá provas de que está reencontrando a melhor forma. Já o jogador ex-Goiás foi titular em apenas duas ocasiões e mesmo assim é artilheiro do Flu com cinco gols no Campeonato Carioca.

Enquanto isso, Conca parece estar sobrecarregado como o único homem responsável pela armação e tem caído muito de rendimento. O argentino melhora quando tem Wágner ao lado ou com Biro Biro e Walter abertos pelos lados do campo. Dessa forma, o Fluminense deixa de ser previsível e além de ganhar poder de fogo, cria um número bem maior de oportunidades.

Na última entrevista coletiva, também concedida após o empate com o Vasco, no fim de semana, Renato Gaúcho foi titubeante quando falou sobre a possibilidade de escalar Walter e Fred juntos como titulares. Primeiro, o técnico deu a entender que não conseguiria jogar com a dupla na maioria das partidas. Depois disso, novamente questionado se os centroavantes só iniciariam um jogo juntos em uma ocasião especial, ou seja, não poderiam ser os titulares do ataque tricolor, Renato disse que não era bem o que teria dito e indicou que era possível testá-los juntos, mas que não seria fácil. Inclusive abriu possibilidade para colocá-los em campo contra o Horizonte, na quinta, pela Copa do Brasil.

Motivo que pode ter deixado o treinador tão prudente foi a derrota por 3 a 0 para os reservas do Botafogo, ocasião em que lançou o time ao ataque e pagou um alto preço. De toda forma, Renato Gaúcho precisa voltar a justificar o discurso que assume como identidade e ousar.