icons.title signature.placeholder Rodrigo Vessoni
04/07/2014
14:44

Que a Argentina depende de Lionel Messi todo mundo sabe e os números dele na Copa do Mundo são incontestáveis. O que o treinador da equipe fez questão de ressaltar na manhã desta sexta-feira, véspera do confronto com a Bélgica, foi a ajuda dos companheiros para que o camisa 10 pudesse brilhar na Copa do Mundo.

Para exemplificar tal colaboração, Alejandro Sabella lembrou o gol contra a Suíça na Arena Corinthians, consequência de uma retomada de bola de um atacante que, por sua vez, fazia o papel de volante no meio de campo.

- Qualquer equipe que tenha um jogador como ele (Messi) vai depender muito. Obviamente que ele é o melhor do mundo e que há um trabalho de conjunto. É um goleiro que parou uma bola, é um atacante que estava de meio-campista, tirou a bola e passou a Messi. Se Palacio não estivesse ali, não teria o gol - lembrou.

Sabella, porém, não negou a dependência do camisa 10 para a equipe e, consequentemente, para a continuação da busca do tricampeonato mundial.

- É o sentido de pertencer a um grupo. Isso dá uma porcentagem extra. De Messi, esperamos sempre que ele possa fazer algo distinto. Há uma equipe que apoia Messi, o fortalece e faz ele se sentir bem e faz com que renda o que está rendendo. Há quatro anos ele era criticado, agora dizemos que se depende de Messi. É difícil, né? - completou o treinador, cutucando os jornalistas argentinos, que reclamaram do desempenho do meia na Copa da África.

A vontade do comandante da Argentina de tentar manter a unidade do grupo é tão grande que, ao ser questionado sobre dois jogadores que estão em baixa, fez questão de elogiá-los diante dos jornalistas. Higuaín e Federico Fernández estão em baixa, mas isso não muda a confiança na dupla de acordo com Sabella.

- Pipa (Higuaín) teve um problema no fim da temporada. (...) Foi quem mais correu no jogo passado. Ele se sacrificou pela equipe, colaborou na ocupação dos espaços e todos temos muita confiança nele porque é um grande jogador. Faz grande trabalho de equipe, só falta o gol. Teve chances, mas não concretizou. (...) Sobre Federico, a equipe é um todo. Às vezes ele tem dificuldade porque os rivais saem rápidos no contragolpe, e em espaços amplos é difícil jogar. Obviamente confiamos muito nele - finalizou.

Em tempo: Federico Fernández deve perder a vaga para Martín Demichelis, que treinou na equipe principal na manhã desta sexta-feira.