icons.title signature.placeholder Alexandre Araújo e João Matheus Ferreira
26/07/2014
07:00

O adiamento da eleição causou divergência entre os candidatos à presidência do Vasco. Enquanto Julio Brant, da Sempre Vasco, Nelson Rocha, da Vira Vasco, e Tadeu Correia, da Vasco Passado a Limpo, aprovaram a nova data, o candidato Roberto Monteiro, da Identidade Vasco, foi totalmente contrário.

Monteiro garantiu que, amparado por toda a sua chapa, vai à Justiça questionar o motivo de a decisão ter sido tomada de maneira unilateral por parte do presidente da Assembleia Geral do Vasco, Olavo Monteiro de Carvalho.

- Vamos discutir isso em juízo e responsabilizar as pessoas sobre esse fato. Ele (Olavo) deixou uma eleição marcada e, a dez dias dela, toma uma decisão sem sequer convocar a Junta Deliberativa. Foi uma decisão sem fundamento e sem amparo legal - comentou Roberto Monteiro.

A reportagem entrou em contato com o candidato Eurico Miranda, que ainda não sabia do adiamento da eleição e se prontificou a falar sobre o assunto após ler o comunicado no site oficial do Vasco. Posteriormente, porém, não atendeu mais às ligações.

VEJA A OPINIÃO DOS CANDIDATOS

Julio Brant - A mudança do Vasco começa no processo eleitoral, que tem que ser feito dentro das regras e respeitando o estatuto do clube. A mensagem que nós, da chapa Sempre Vasco, queremos passar é essa. Tem de ser feito um trabalho de mudança do clube, respeitando o passado, a tradição portuguesa, mas atualizando para o século XXI. O Vasco precisar estar focado em resultados dentro de campo e fora dele para resgatar a reputação que hoje está no chão. Essa é a nossa proposta. Respeitar a tradição e olhar para o século XXI. Temos de discutir a grande política. A política do caminho, do destino que queremos para o Vasco, e não de politicagem barata. A grande vitória é o respeito às regras e a manutenção do estatuto.

Nelson Rocha - Vejo avanço na decisão da Junta, tendo em vista que ela reconhece pela primeira vez o problema que vem afetando o moralmente o clube, que é o chamado mensalão. A decisão foi tomada em de um inquérito na 17ª DP e também do reconhecimento do relatório da Comissão de Sindicância que aponta a mesma coisa.

Roberto Monteiro - Foi uma atitude isolada do presidente da Assembleia, de alguém que se mostra despreparado para o cargo que exerce. Os argumentos expostos já foram debatidos na Justiça, que deu viabilidade para o processo. Me parece que mais uma vez ele vai ser encarregado de tumultuar o processo eleitoral. Não há nada, hoje, que amparasse esta decisão. Os argumentos dos 60 dias do Nelson Rocha levaria para setembro, no máximo, e ele jogou para novembro. Agora, ele vai ter que arcar com todo o processo que gera isso. Me parece que pode ser em função de algum grupo para arumar tempo de apoio ou algo nesse sentido. Até porque o argumento dos sócios de abril ele já tinha conhecimento antes mesmo do processo eleitoral. É uma decisão que muito me estranha, completamente desqualificada.

Tadeu Correia - Graças ao esforço e atuação dos grandes vascaínos no trabalho da Comissão de Sindicância, da qual tenho enorme orgulho de ter feito parte e coordenado, conseguimos devolver a dignidade ao processo eleitoral do Vasco da Gama.