icons.title signature.placeholder Roberto Assaf
14/11/2014
08:00

Raul, Pedro Paulo, Vicente, Procópio e Neco; Zé Carlos e Dirceu Lopes; Natal, Tostão, Evaldo e Hílton Oliveira. Qualquer criança da época sabia de cor a escalação do grande Cruzeiro. E idolatrava seus dois principais craques, Tostão e Dirceu Lopes. Este time, dirigido por Orlando Fantoni, ex-jogador do clube na década de 1940, derrotou duas vezes o Atlético na decisão de 1967.

A primeira partida aconteceu em 14 de janeiro de 1968. O Mineirão recebeu 86.977 torcedores. A Raposa enfiou 3 a 1, marcando Natal, dois, Vander, contra, descontando Buião para o Galo. A segunda três dias depois, com público de 79.981 pessoas, e o Cruzeiro meteu 3 a 0, gols de Tostão, Dirceu Lopes e Evaldo. A equipe logo ganhou, do jornalista João Alberto Ferrari, do "Diário da Tarde", o apelido de "Academia".

É importante lembrar ainda que o ano de 1967 marcou também o começo da competição que a atual Confederação Brasileira de Futebol considera desde 2010 como o segundo campeonato efetivamente nacional do país, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, que reuniu, na edição inaugural, clubes de Rio, São Paulo, Minas, Rio Grande do Sul e Paraná. Vale ressaltar também que o recorde de público do clássico no Mineirão, em todos os tempos, foi registrado em 4 de maio de 1969, quando 123.351 torcedores pagaram ingressos. A Raposa venceu por 1 a 0, marcando Natal, pelo Mineiro.

Mas o domínio do Cruzeiro não ficou restrito apenas ao Estado. Além da Taça Brasil de 1966, e de boas participações no RGP, o clube pôs três jogadores na Seleção Brasileira que conquistou o tricampeonato mundial em 1970: o zagueiro Fontana, o apoiador Wilson Piazza e o gênio Tostão. Dirceu Lopes, outro cracaço, ficou inexplicavelmente de fora. O Galo tinha Dario, chamado de "Rei Dadá" e "Peito de Aço", já idolatrado pela galera preta e branca, mas que não atuou nos campos do México.