icons.title signature.placeholder RODRIGO CERQUEIRA - enviado especial
03/06/2014
19:10

Coordenar a preparação de uma Copa do não é uma tarefa das mais fáceis. Que o diga Mario Celso Cunha, coordenador do Mundial em Curitiba. Filho do primeiro radialista de cidade e também diretor da lendária Rádio Clube Paranaense, Jacinto Cunha, Mario exerceu diversos papéis até chegar ao cargo que trabalha hoje, com a responsabilidade de, junto com outras frentes, entregar o Mundial: foi radialista, apresentador de TV, vereador diversas vezes, deputado estadual, colunista e até coordenador da Discoteca do Chacrinha, na TV-Excelsior do Rio de Janeiro. A pressão da sua função e a quase saída da sede da competição se transformaram em um "alívio" faltando poucos dias para a bola rolar, e com tudo caminhando, agora, dentro do esperado.

- Trabalhamos em várias áreas, de forma integrada, como saúde, segurança, qualificação de pessoal, turismo. Mas é claro que sem palco, não há Copa. Num projeto diferenciado, porque todos os demais estados optaram por escolher construtoras, o Atlético-PR fez um projeto especial criando a CAP S.A, que pertencia aos conselheiros para gerir as obras. Porque os conselheiros eram donos da CAP S.A. Não estava vinculada a construtora, porque a preocupação do presidende do clube era não entregar a administração do estádio para alguma construtora. Aconteceram alguns problemas, no organograma, que complicou no começo. Depois foi com o BNDES, que não financia para clubes de futebol. Só para construtoras e governos. Aí, o governo do Paraná, através do Fundo de Desenvolvimento Econômico, teve que capitalizar esse financeamento e passar para o Atlético, que deu as garantias - disse, aliviado, para completar:

- Quando saiu o financiamento, aumentamos de forma considerável o número de trabalhadores na obra. O trabalho cresceu de forma satisfatória, e as coisas andaram.

Mario Celso lembra ainda que o momento mais crítico de todo o processo que quase tirou Curitiba da Copa (com a falta de repasse e o atraso nas obras, até fevereiro deste ano havia a possibilidade de a Fifa cancelar os jogos na sede) foi quando a Fifa se posicionou de forma mais dura:

- Quando o Jérôme Valcke (secretário-geral da Fifa) reclamou do cronograma, ele ameaçou tirar Curitiba da Copa. Não por causa da cidade-sede, que é referência em mobilidade urbana, é sustentável. Mas pelo atraso na Arena. Depois desse susto, houve uma mobilização e tudo deu certo. Hoje o Atlético-PR já concluiu sua parte, e a prórpia Fifa está com a parte dela: área da imprensa, lanchonetes e etc:

- Estamos confiantes em realizar uma grande Copa. A Copa do Mundo não é do governo, do Atlético-PR, de Curitiba, mas é do estado do Paraná.