Bruno Grossi
24/10/2016
10:35
São Paulo (SP)

Há tempos cobra-se do São Paulo um uso maior e mais constantes de atletas formados no CFA Laudo Natel, em Cotia. Neste ano, a má fase de medalhões, a irregularidade de reforços e a situação perigosa enfrentada no Campeonato Brasileiro aceleraram o processo de promoção de alguns valores da base. Mas, a partir de 2017, esse movimento pode ser mais constante e convicto.

O clube acredita que pode estruturar uma equipe mais competitiva do que a deste ano se deixar de investir em peças medianas ou de reposição e apostar nos garotos de Cotia. Assim, haverá mais tempo e dinheiro para buscar contratações de peso, mas pontuais, como um meia e um atacante.

Um dos maiores entusiastas dessa linha de raciocínio é o diretor-executivo Marco Aurélio Cunha. Ele vê a geração de atletas nascidos entre 1996 e 1998 com muito potencial e espírito mais brigador do que as últimas formadas no clube. O elogiado trabalho do técnico André Jardine, com métodos inovadores e currículo vencedor, também contribui para que os jovens cheguem mais preparados no time profissional.

O presidente Carlos Augusto de Barros e Silva também defende o maior uso da produção de Cotia, mas com ressalvas. Na última semana, a ascensão meteórica de David Neres e a força mostrada por Pedro reforçaram a ideia de Marco. Leco, porém, acredita que é preciso calma e fortalecer o elenco também com jogadores mais experientes.

– Esse é um projeto nosso, mas não basta simplesmente a juventude, a qualidade deles, é preciso maior experiência, envergadura, autoridade e tranquilidade nos momentos decisivos. Vamos mesclar tudo e fazer um time forte – prometeu Leco.

E se é para somar o pensamento do presidente com o de Marco Aurélio, o Campeonato Paulista aparece como grande oportunidade de dar mais rodagem aos garotos e tempo à diretoria para trabalhar no mercado por reforços de maior repercussão.

– O time sub-20 está amadurecendo, realmente, disputando e vencendo Libertadores e Copa do Brasil da categoria e a Copa Paulista (torneio profissional). Vestir a camisa principal é diferente, suportar a pressão é um grande desafio, mas é o processo para crescer – ponderou.