Alexandre de Moraes

Alexandre de Moraes, ministro de Justiça, fez inspeção de segurança no Aeroporto Internacional (Foto: JOSE CRUZ)

Jonas Moura
29/07/2016
15:16
Rio de Janeiro (RJ)

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, anunciou nesta sexta-feira que a empresa Artel foi afastada da prestação de serviços de segurança das arenas durante os Jogos Olímpicos Rio-2016. A companhia faria as revistas e o controle das entradas nas instalações do evento, mas não apresentou todos os 3.400 funcionários necessários.

Segundo Moraes, a Força Nacional contratará com 3 mil oficiais da ativa e aposentados para realizar a função. Eles precisarão passar por todo um processo de treinamento a apenas uma semana da abertura da Olimpíada.

– A Força Nacional incorporou mais uma missão a partir de agora. É o controle dos portais, dos raios X e também dos acessos em virtude da empresa licitada lamentavelmente não cumprir os deveres contratuais. Os Jogos Olímpicos não sofrerão nenhum prejuízo, já que a Força Nacional fará 100% da segurança dos locais olímpicos – garantiu Moraes.

O ministro descartou que a segurança vá sofrer algum tipo de prejuízo e disse que cobrará multas da Artel. A empresa assinou contrato de R$ 21 milhões com a Secretaria Extraordinária de Segurança de Grandes Eventos (Sesge), em junho. A empresa, porém, nunca trabalhou na organização de eventos grandes.

As outras empresas que concorreram foram descartadas pelo governo federal por terem pedido valores acima do que a legislação permite, de acordo com o ministro. Uma delas foi a G4S, que fracassou na tentativa de fazer a segurança das instalações na Olimpíada de Londres, em 2012. Na ocasião, os militares entraram de última hora para garantir o serviço.