Igor Siqueira
29/07/2016
14:01
Rio de Janeiro (RJ)

Um desfile de cores, bandeiras, objetos pouco comuns e o pontapé na disputa olímpica no Rio. Não será no Maracanã, mas sim no Sambódromo. Esqueça o horário noturno, porque começa na próxima sexta-feira, às 9h, as classificatórias do tiro com arco - no mesmo dia da cerimônia de abertura da Rio-2016.

Ou seja, não vai ser festa e sim competição que permeará a cabeça dos arqueiros. A disputa servirá para definir o chaveamento no "mata-mata" de sábado. Pela manhã, os homens. À tarde, as mulheres.

- A gente costuma dizer que antes o nosso campeonato era por pontos corridos e agora é por mata-mata - diz Daniel Xavier, o mais experiente da equipe brasileira, que chega à segunda edição de Jogos Olímpicos.

Caçula da delegação, Marcus Vinícius D'Almeida, de 18 anos, prefere não colocar tanta pressão sobre si para o primeiro passo da campanha olímpica.

- Dou 400 tiros por dia. E na classificatória eu vou dar 72. Então, vai ser o treino mais fácil da minha vida. É assim que eu pretendo encarar - comentou ele, que treinou junto com os companheiros no Sambódromo nesta sexta.

Apesar de não haver cobrança excessiva entre a equipe masculina brasileira, existe a confiança de fazer o melhor possível na competição em casa.

- Treinamos visando o nosso melhor. Se fizermos o nosso melhor, não tem equipe que olhamos e dizemos: "Não dá para bater" - afirmou Marcus Vinícius, que competirá ao lado de Bernardo Oliveira, além do já citado Daniel Xavier:

- Somos uma equipe. Daniel tem duas Olimpíadas e Bernardo tem mais tempo que eu atirando.