Carlos Eduardo Pereira

Carlos Eduardo Pereira preside um clube com graves problemas financeiros (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)

Felippe Rocha
09/08/2016
11:48
Rio de Janeiro (RJ)

O Botafogo tem um montante estimado em R$ 17 milhões retido pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Esse valor, que seria destinado para o pagamento de parcelas do Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro, o Profut, está travado e, o Glorioso, impedido de utilizá-lo para a amortização da dívida milionária que possui com a União. Por alegar que a PGFN não responde aos contatos oficiais tentados, o departamento jurídico vai entrar na justiça contra o órgão.

Um advogado tributarista já foi contatado para resolver o impasse, que impossibilita o Glorioso, há seis meses, de utilizar o dinheiro retido para pagar as parcelas de R$ 450 mil relativas ao Profut. O presidente do Glorioso, Carlos Eduardo Pereira, afirma que o objetivo do clube é poder utilizar o montante retido para o pagamento. Desde o início do ano, já foram pagos R$ 3 milhões.

- Não temos nenhum ilusão de usar este dinheiro para outro fim. A questão é que precisamos utilizar valores que já tem outras finalidades. Esses valores, sim, poderiam estar sendo investidos no futebol, por exemplo - analisa o dirigente alvinegro.

O Profut é o programa de refinanciamento das dívidas públicas dos grandes clubes, ao qual o Botafogo aderiu e optou por quitar a dívida em 20 anos. A obrigação em quitar, de maneira parcelada e, em tese, suave, as parcelas da dívida com a União, tem como contrapartida a diminuição do valor total do débito de cada instituição.

O clube de General Severiano tem a maior dívida do futebol brasileiro. Só em relação às dívidas públicas, após quase R$ 130 milhões descontados, o Glorioso tem aproximadamente R$ 730 milhões a quitar.