bayern de munique x barcelona

Kimmich celebra o seu gol, um dos oito do Bayern sobre o irreconhecível Barcelona (Manu Fernandez / AFP)

Pool do L!
14/08/2020
19:18
Juan Cruz*  (Diário AS/ESP)

"O desastre tem uma melodia triste, como um jazz decadente, e isso era o Barça contra o Bayern em Lisboa, nesta sexta-feira: uma melodia triste e quebrada, a face menos aceitável do fracasso, a expressão do excesso de ansiedade. Partidas como esta não são perdidas só por quem está em campo, mas por quem comanda do banco e o responsável por essa falta de ritmo, de ar e de entusiasmo é Quique Setién, oprimido pelo ego do escalar um time e não pelo poder de imaginar como enfrentar uma competição tão decisiva com as melhores peças e opções. No fim, Bayern 8 a 2.


O peruano Bryce Echenique costuma dizer que o pior é dar dor à tristeza. E foi o que aconteceu nesta noite desta sexta-feira, imediatamente a partir do momento que o Bayern pegou o jeito do nada que a defesa do Barça representava.

Quando piorou a canção do Barça, uma ilustre melodia, Alejandro Sanz, me enviou esta reflexão musical: “O Bayern é uma boa canção, ritmo, harmonia e melodia, e o Barça é como uma canção de Leonard Cohen , bonito mas lento ". E velho, sem dúvida, feito de pedaços do passado. O futuro, disse Fernando Arrabal, atua em golpes de teatro. O Barça compareceu ao encontro submetendo-se ao massacre e deixou de cantar assim que o Bayern se arrumou depois dos 20 minutos. Canção triste inesquecível, teatro sem vida. O jogo do Barça com o Bayern não encerrou apenas um jogo jogo não acaba, somente termina uma temporada com a qual ninguém pode dizer que está feliz".

NR: Juan Cruz é  colunista do 'Diário AS', parceiro do L! no Pool internacional de jornais esportivos