Rodrigo Pacheco - Senador

Senador diz que migração para modelo de S/A irá diminuir temeridades de gestão (Foto: Pedro França/Agência Senado)

Vinícius Faustini
09/06/2021
06:50
Brasília (DF)

O futebol terá um momento decisivo no plenário nesta quarta-feira. O Projeto de Lei 5516/2019, que propõe a regulamentação da Sociedade Anônima de Futebol (SAF), está em uma das pautas que entrarão em votação a partir das 16h (veja aqui os detalhes da proposta). Em entrevista ao LANCE!, o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), autor do projeto que tem como relator o senador Carlos Portinho (PL-RJ),  detalha que o objetivo é oferecer aos clubes a opção de um modelo moderno, capaz de oferecer novos investimentos.

Além disto, Pacheco detalha como o modelo de S/A pode ser crucial para profissionalizar as gestões e qual é a projeção do seu impacto para tornar o futebol brasileiro mais atrativo aos olhos dos torcedores. 

LANCE!: A Sociedade Anônima do Futebol projeta uma mudança de paradigma na gestão do futebol. De que maneira ela pode ser este marco regulatório do futebol?

Senador Rodrigo Pacheco: O projeto que cria a Sociedade Anônima do Futebol visa oportunizar um modelo optativo para os clubes de futebol, um modelo moderno, com uma visão de mercado, que possibilita novos investimentos, com normas de governança e segurança jurídica, transformando o futebol brasileiro. O futebol é um ativo importante, um setor que recebe grandes investimentos e que gera muitos empregos. E o Brasil é o país que mais revela jogadores no mundo inteiro. Por isso, precisamos potencializar esse ativo com a profissionalização, que vai permitir a geração de emprego, renda e o consequente crescimento econômico.

L!: A mudança para S/A se tornou a única solução para alguns clubes reagirem?

A S/A é um modelo estrutural que tem normas específicas e teve um grande crescimento no país, uma possibilidade de investimento estrangeiro e do próprio torcedor investir em seu time com mais segurança. Irá diminuir temeridades na gestão. Uma empresa de capital aberto precisa gerar dividendos e obriga o clube a ter uma gestão profissional se quiser receber investimentos e dar resultados.

L!:- Governos já criaram programas como Timemania e Profut, que tiveram erros. Como a SAF evitará que o governo seja permissivo com os clubes que aderirem a este formato?

A SAF possui normas de governança própria e existe uma proposta de tributação gradativa. Não há que se falar em perda de receita do estado. Muito pelo contrário, esse modelo irá gerar arrecadação, crescimento econômico.

L!: A viabilidade da SAF pode ajudar o futebol brasileiro a se tornar um produto mais atrativo?

Certamente a intenção é a de criar um modelo para os clubes atrativo para o investidor, que tenha segurança jurídica. E um bom modelo de mercado. Além disso, o clube terá que ter uma boa gestão para que possa trazer resultados para seus acionistas.